Fun, startup fundada em 2022 e mantida em sigilo desde então, fechou US$ 72 milhões em Série A e revelou que já processa mais de US$ 18 bilhões por ano em pagamentos para plataformas como Polymarket, Lighter e Aave. A rodada foi co-liderada pela Multicoin Capital e SignalFire.
Mercados de previsão: trajetória de volume
| Período | Volume |
|---|---|
| Kalshi + Polymarket (acumulado até abr. 2026) | US$ 60 bi |
| 2026 (projeção anual) | ~US$ 240 bi |
| 2030 (estimativa) | US$ 1 tri |
Projeções citadas em comunicado da Fun. Fonte: PYMNTS
Infraestrutura de pagamentos sai do anonimato
Fundada por Alex Fine, a Fun construiu em modo stealth uma camada de orquestração de pagamentos que conecta fiat e cripto para plataformas de escala global. A plataforma cobre depósitos, saques e liquidação com taxa de sucesso de 99,999% em mais de 100 países. “Os mercados financeiros impulsionaram a prosperidade global durante décadas, mas os sistemas que os sustentam não acompanharam esse ritmo”, disse Fine.
A SignalFire, uma das co-líderes da rodada, definiu a proposta de valor: “Na escala em que os aplicativos globais operam, o desempenho de pagamentos não é apenas uma tarefa burocrática tediosa; ele determina o sucesso ou o fracasso da retenção de usuários.”
O VP de Engenharia do Polymarket, Josh Stevens, descreveu o impacto direto no negócio: “No nosso porte, cada ponto percentual de conversão representa milhões de dólares e milhões de usuários, e cada falha de confiabilidade se torna um assunto público. A Fun criou o fluxo de depósitos mais confiável e com a maior taxa de conversão que já tivemos.” Kalshi e Polymarket acumularam juntas US$ 60 bilhões em volume no acumulado de 2026, mais do que todo o volume registrado em 2025.
O setor está em expansão acelerada também no Brasil: a XP lançou prediction markets no país com a Kalshi, e a própria Kalshi avança para atrair investidores institucionais.








