Ir para o conteúdo

M&AInternacional · Crédito

Goldman Sachs lidera rodada de US$ 60 mi da Kashable

Goldman Sachs lidera rodada de US$ 60 mi da Kashable, fintech americana de crédito via empregador com 600 empresas e 4 mi de trabalhadores.

por

· 3 min

Atualizado em

Foto: Shutterstock

O Goldman Sachs liderou a rodada Série C de US$ 60 milhões da Kashable, fintech americana de crédito vinculado ao empregador. A divisão Goldman Sachs Alternatives comprometeu até US$ 50 milhões na transação, que também contou com reinvestimento de Revolution Ventures e EJF Ventures.

Série C da Kashable: US$ 60M

Investidor Valor Papel
Goldman Sachs Alternatives até US$ 50M Líder (US$ 25M iniciais + US$ 25M adicionais)
Revolution Ventures não divulgado Reinvestimento
EJF Ventures não divulgado Reinvestimento

Estrutura da rodada Série C da Kashable. Fonte: GlobeNewswire

A lógica do crédito via empregador

A Kashable opera via plataformas de benefícios corporativos: o funcionário acessa um empréstimo pelo portal do empregador e a parcela é descontada da folha de pagamento. O mecanismo reduz o risco de inadimplência e permite oferecer taxas menores do que no crédito ao consumidor convencional. A empresa está presente em mais de 600 empregadores, incluindo Amazon, Kraft Heinz, UPS e Cigna, cobrindo mais de 4 milhões de trabalhadores. Desde 2013, financiou quase US$ 2 bilhões em empréstimos, cresceu 40% ao ano em 2026 e opera no lucro há vários anos. Com a Série C, o total captado sobe para US$ 450 milhões.

“O bem-estar financeiro patrocinado pelo empregador, ancorado no acesso justo e transparente a crédito de baixo custo, está se tornando rapidamente um pilar fundamental da próxima geração de finanças para o consumidor”, disse Rishi Kumar, cofundador e co-CEO da Kashable.

O modelo atrai capital em diferentes geografias. No Brasil, o Agibank entrou com pedido de IPO na NYSE em janeiro após retomar operação de consignado vinculado ao empregador.

O contramovimento do Goldman em consumer finance

O aporte sinaliza uma inflexão estratégica. No início do ano, o Goldman Sachs encerrou a parceria com a Apple Card, encerrando quatro anos numa aposta direta ao consumidor final que não gerou o retorno esperado. Agora, via Goldman Sachs Alternatives, o banco reorienta sua exposição ao crédito pessoal para o canal B2B: o empregador como distribuidor e o desconto em folha como garantia estrutural.

“Acreditamos que o acesso a ferramentas financeiras responsáveis é um fator crucial para a mobilidade econômica”, afirmou Greg Shell, sócio e head de Inclusive Growth da Goldman Sachs Alternatives.

O que observar

A tese por trás do investimento assume que grandes empregadores vão incorporar bem-estar financeiro como benefício de RH estrutural, não eventual. O teste é comportamental: trabalhadores com acesso ao produto o usam de forma recorrente ou apenas em emergências? A resposta determina o valor de vida do usuário e, portanto, a viabilidade de expandir para empregadores menores, onde o ticket médio é menor e a rotatividade é maior.

O segundo vetor é o ciclo de saída. A fintech viu sua valuation triplicar desde a Série B de janeiro de 2024. Fintechs de crédito vinculado ao empregador com métricas sólidas e base diversificada de clientes corporativos têm atraído aquisições por plataformas de gestão de RH e por bancos que buscam distribuição de crédito a baixo custo. Vale observar se o próximo movimento é um IPO ou uma consolidação estratégica.

Fontes: FinextraGlobeNewswireCrunchbase News

Compartilhar essa notícia

Let's News

Entenda o dinheiro antes do mercado.

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.

Mais notíciasInternacional
Ver a editoria

Mais artigos de Internacional

Let's News

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.