O Google detalhou sua estratégia para ajudar fintechs a navegar pelo cenário crescente de regulamentação sem perder o ritmo de inovação. Segundo Karen Zhang, executiva da companhia, o trabalho com instituições financeiras se divide em três áreas principais: resiliência de infraestrutura, conformidade regulatória e desenvolvimento de produtos de próxima geração.
A base da abordagem está na infraestrutura em nuvem, que permite às fintechs manterem operações resilientes sem precisar gerenciar sistemas críticos internamente. Com serviços serverless, escaláveis e distribuídos em múltiplas regiões, as equipes podem concentrar esforços em construir produtos que realmente atendam seus clientes — em vez de apenas “manter as luzes acesas”. Conforme reportou o FFNews, essa estrutura se tornou ainda mais relevante com a chegada de regulações como a DORA (Digital Operational Resilience Act) na União Europeia, que exige estratégias multi-cloud e práticas robustas de segurança.
Compliance como alicerce para inovação
Zhang destacou que as equipes do Google trabalham próximas aos clientes para garantir que suas plataformas sejam simultaneamente conformes e seguras. A empresa oferece suporte para que fintechs atendam expectativas regulatórias com confiança, transformando compliance de obstáculo em vantagem competitiva. No contexto brasileiro, essa estratégia se alinha às exigências do Banco Central, que desde 2018 regulamenta fintechs de crédito e instituições de pagamento com normas cada vez mais rigorosas sobre segurança cibernética e governança de dados.
Além da infraestrutura, o Google aponta que a verdadeira aceleração da inovação acontece quando fintechs começam a desenvolver novos produtos usando serviços em nuvem. Seja para melhorar a personalização da experiência do cliente ou otimizar operações de back-office, as ferramentas baseadas em nuvem permitem que as equipes escalem com eficiência e se preparem para a próxima fase de crescimento.








