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JPMorgan escolhe fintech Thunes para pagamento internacional

Rede da Thunes vai dar à suíte Xpedite Remit, do J.P. Morgan Payments, acesso a 12 bilhões de carteiras móveis e contas em mais de 100 corredores.

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· 3 min

24K-Production / Shutterstock.com

O J.P. Morgan Payments, unidade de pagamentos do JPMorganChase, escolheu a Thunes, fintech de pagamentos com sede em Singapura, para ampliar o alcance internacional da suíte Xpedite Remit. Pelo comunicado divulgado nesta terça-feira (22), a solução vai permitir chegar a 12 bilhões de carteiras móveis e contas bancárias, em mais de 100 corredores da rede da Thunes.

O que a Thunes acrescenta à Xpedite Remit

Item Pelo comunicado
Alcance previsto 12 bilhões de carteiras móveis e contas bancárias, em mais de 100 corredores da rede da Thunes
Funcionamento Redes em tempo real, 24/7, a partir de uma única conta e conexão
Usos do lançamento inicial Liquidação instantânea a fornecedores, pagamento de contas e remessas
Mercados citados Índia, México, Bangladesh, Brasil, China, Colômbia, Indonésia, Quênia, Nigéria, Paquistão e Filipinas
Varejo (contas Chase) Base de cerca de 94 milhões de clientes pessoa física e pequenas empresas

Comunicado da Thunes de 22 de setembro de 2026. Fonte: Thunes

Como a Xpedite Remit passa a funcionar

O desenho junta duas infraestruturas. De um lado, a ligação que o banco americano já mantém com trilhos locais de pagamento instantâneo; do outro, a Direct Global Network, a rede própria da Thunes. Na prática, o cliente do J.P. Morgan Payments poderá mandar dinheiro para carteiras móveis e contas no destino, com pagamento na mesma moeda ou com conversão cambial, proteção do valor principal e rastreio da transferência do início ao fim.

Os números de cobertura têm universos diferentes. Os 12 bilhões de carteiras e contas e os mais de 100 corredores são o recorte que o comunicado atribui à solução. Já a descrição institucional da Thunes fala em pagamentos em tempo real em mais de 140 países e mais de 90 moedas, mas isso se refere à rede inteira da empresa, e não ao acordo com o banco.

“Nossos clientes querem formas mais simples e mais rápidas de movimentar dinheiro entre fronteiras e de alcançar as pessoas pelos meios de pagamento que elas preferem”, disse Gayathri Vasudev, chefe global de pagamentos de alto valor e câmbio (Global Head of High Value Payments & FX) do J.P. Morgan Payments, em tradução livre. A executiva citou como marco anterior o progresso recente do banco no novo padrão do Swift para pagamentos internacionais de varejo.

Chase, Brasil e o movimento dos bancos americanos

O efeito também deve chegar ao varejo. As contas Chase, braço de consumo do grupo, atendem cerca de 94 milhões de clientes pessoa física e pequenas empresas, e a expectativa declarada é de pagamentos mais rápidos para fora e de recebimentos em tempo real vindos do exterior para os Estados Unidos.

O Brasil aparece na lista de mercados com fluxo relevante de remessas em que a oferta ficará disponível, ao lado de Índia, México, Bangladesh, China, Colômbia, Indonésia, Quênia, Nigéria, Paquistão e Filipinas. O comunicado não detalha prazo por país.

O movimento se soma a outros do próprio banco. Em julho de 2026, o J.P. Morgan ligou câmbio em tempo real ao UPI da Índia, o sistema de pagamentos instantâneos do país.

Entre os concorrentes, o Wells Fargo levou a remessa internacional ao aplicativo neste mês, com envio para 12 países.

O que observar

A primeira pergunta é de ritmo. O texto fala em lançamento inicial e disponibilidade global, sem cronograma por mercado, e vale acompanhar quando os corredores de maior volume de remessas passam a operar de fato em carteiras móveis. A segunda é de modelo: vale observar se outros bancos globais passam a recorrer a redes de fintechs para a última milha, em vez de construir conexões país a país. Se esse arranjo ganhar escala, a disputa com fintechs de remessa pode se deslocar do alcance para preço, câmbio e prazo de liquidação.

Fontes: ThunesFinextraLet’s Money

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