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Prediction MarketsInternacional · EUA

Kalshi levanta US$ 1 bi e dobra valuation para US$ 22 bi

Série F de US$ 1 bi liderada pela Coatue dobra o valor da Kalshi em 5 meses. Volume anualizado vai a US$ 178 bi com boom institucional.

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· 2 min

Atualizado em

A Kalshi captou US$ 1 bilhão em Série F liderada pela Coatue, dobrando sua valuation para US$ 22 bilhões em cinco meses. O volume anualizado de negociações triplicou no período, de US$ 52 bilhões para US$ 178 bilhões, impulsionado por uma explosão de adoção institucional que a empresa atribui à consolidação dos prediction markets como instrumento de hedge.

Kalshi: números da Série F

Métrica Valor
Valuation (mai/2026) US$ 22 bi
Rodada Série F US$ 1 bi
Volume anualizado US$ 178 bi
Crescimento institucional (6 meses) +800%

Dados do anúncio da rodada. Fonte: Finextra

O crescimento que justifica a rodada

A rodada contou com Sequoia Capital, Andreessen Horowitz, IVP, Paradigm, Morgan Stanley e ARK Invest além da Coatue. A empresa afirma deter mais de 90% da atividade do mercado americano de prediction markets, à frente de concorrentes como Polymarket e Coinbase. Tarek Mansour, CEO da Kalshi, afirmou que os contratos de eventos podem se tornar um mercado de trilhões de dólares e que a empresa ainda está nos estágios iniciais dessa transição.

O salto institucional é o argumento central da tese de crescimento. A Kalshi vinha trabalhando para atrair fundos de hedge e gestores de ativos desde o início do ano, com produtos de negociação em bloco e integrações com corretoras. O novo capital irá ampliar essas integrações e financiar produtos de risco voltados a seguradoras e empresas de trading proprietário. Em março, a XP lançou prediction markets no Brasil com a Kalshi, sinalizando a expansão da plataforma para além dos EUA.

O que observar

A consolidação de mais de 90% do mercado americano por uma única plataforma levanta uma questão de concentração: se a categoria continuar crescendo, a posição dominante da plataforma pode atrair atenção antitruste, além da já existente fricção regulatória. A empresa enfrenta ordens de cessação e desistência em Nevada, Nova Jersey e Illinois, onde reguladores estaduais enquadram os prediction markets como apostas esportivas não licenciadas. A CFTC, por outro lado, processou o Illinois para afirmar jurisdição federal exclusiva sobre mercados nacionais de swaps. O desfecho desse embate define se o modelo opera como commodities ou como jogo regulado nos EUA.

Do ponto de vista institucional, o crescimento de 800% em seis meses é expressivo, mas contratos de eventos ainda representam fração marginal dos derivativos globais. O teste real é se a adoção se sustenta além de ciclos eleitorais e picos de volatilidade, que concentram a maior parte da atividade nesse tipo de plataforma.

Fontes: FinextraTechCrunchLet’s Money

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