Ir para o conteúdo

Pesquisaeducação financeira · educação financeira

NatWest: 58% querem educação financeira no trabalho

Pesquisa da NatWest com 5 mil adultos aponta que 58% querem educação sobre investimento no trabalho. Banco mira 50 mil em 2026, ante 31 mil em 2025.

por

· 2 min

Atualizado em

Shutterstock

Uma pesquisa da NatWest com 5 mil adultos britânicos aponta que 58% querem sessões de educação sobre investimento oferecidas pelo local de trabalho. O banco vai expandir o programa gratuito Financial Foundations a 50 mil pessoas em 2026, movimento paralelo ao de bancos brasileiros que empacotam investimento de varejo em apps enquanto a B3 testa educação financeira em formato aberto.

Escala do Financial Foundations

Marco Número
Pessoas alcançadas em 2025 31.000, em 1.500 workshops
Meta para 2026 50.000, a 1.000 por semana
Facilitadores após expansão 700 (400 atuantes mais 300 novos)

Escala do programa. Fonte: Finextra

Educação financeira da NatWest em escala

O Financial Foundations está em operação desde 2024. Em 2025, foram 1.500 workshops que alcançaram mais de 31 mil pessoas, segundo a NatWest. A meta para 2026 é apoiar 1.000 por semana, totalizando 50 mil em empresas e grupos comunitários. O banco treina 300 funcionários adicionais para somar aos 400 facilitadores já em atividade.

A expansão foi motivada pela pesquisa de março de 2026: 58% dos 5 mil adultos ouvidos disseram que participariam de sessão sobre investimento se oferecida pelo empregador. “Construir uma cultura mais sólida de confiança financeira em todo o espectro, desde o orçamento diário até a poupança e o investimento, começa com a educação, seja nas escolas, nos locais de trabalho ou em momentos importantes da vida”, disse Paul Thwaite, CEO da NatWest, no lançamento do programa, em declaração reproduzida pela LBC.

O paralelo brasileiro

No Brasil, o avanço do investimento de varejo passa por produto digital em vez de aula presencial. A B3 promoveu aulas gratuitas online sobre finanças durante a Global Money Week em março, e bancos transformaram investimento em feature de conta: o Cofrinho do BB ultrapassou R$ 1 bilhão investidos e caixinhas de bancos digitais rendem até 140% do CDI. O modelo que falta no radar dos grandes varejistas é o presencial, em escala, no local de trabalho.

O que observar

A diferença entre educação financeira como produto e educação financeira como infraestrutura é o peso do empregador. Pesquisas recorrentes mostram apetite por conteúdo entregue no trabalho, mas o canal exige o engajamento do RH, área que em muitas empresas ainda trata benefício financeiro como auxílio transporte e plano odontológico, não como cultura de longo prazo. A pergunta que fica é se bancos de varejo vão financiar essa infraestrutura no Brasil ou se vão manter o foco em produtos digitais que ampliam base ativa sem exigir presença física.

Vale acompanhar se reguladores e bancos montam parceria estruturada no tema ou se continuam em silos. Existe apetite do consumidor e há iniciativas isoladas, do Tesouro, da CVM e das bolsas de valores, mas ainda sem um programa em escala comparável ao britânico no radar dos grandes varejistas brasileiros.

Fontes: FinextraNatWest GroupLBCLet’s Money: B3 aulas gratuitas na Global Money WeekLet’s Money: Cofrinho BB ultrapassa R$ 1 bilhão

Compartilhar essa notícia

Let's News

Entenda o dinheiro antes do mercado.

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.

Mais notíciasInternacional
Ver a editoria

Mais artigos de Internacional

Let's News

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.