A expansão global dos neobancos ganhou um novo capítulo. O Bunq, segundo maior neobanco da Europa, apresentou formalmente um pedido de licença bancária nos Estados Unidos junto ao Office of the Comptroller of the Currency (OCC). O movimento marca a entrada mais ambiciosa da fintech europeia no sistema financeiro americano e reforça a tendência de internacionalização das plataformas digitais de serviços financeiros.
O pedido ocorre logo após a aprovação da licença de corretora da empresa pela FINRA, passo regulatório que abriu caminho para a ampliação de sua atuação no país. Caso receba o aval do OCC, o Bunq poderá oferecer contas bancárias completas nos EUA, ampliando significativamente seu escopo operacional fora da Europa.
Bunq aposta em expatriados e histórico de crédito global
A estratégia do Bunq nos Estados Unidos é clara: atender nômades digitais, expatriados e profissionais globais, público que enfrenta dificuldades recorrentes para acessar serviços bancários tradicionais ao mudar de país. Inicialmente, a fintech pretende lançar seus serviços em áreas metropolitanas americanas com grandes comunidades de expatriados europeus.
Um dos principais diferenciais da proposta é a possibilidade de os usuários construírem rapidamente um histórico de crédito nos EUA, utilizando registros financeiros mantidos na Europa, um obstáculo comum para recém-chegados ao país. Além disso, clientes elegíveis poderão manter contas correntes simultâneas nos Estados Unidos e na Europa, integrando sua vida financeira em diferentes jurisdições.
“Nossos usuários estão construindo suas vidas além das fronteiras e precisam de um banco seguro, confiável e fácil de usar, onde quer que estejam”, afirmou Ali Niknam, fundador e CEO do Bunq, de acordo com o “Finextra“. Segundo ele, o objetivo é oferecer liberdade financeira para quem transita entre países, seja mudando-se definitivamente ou mantendo uma rotina internacional.








