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OpenReserve capta US$ 25 mi da a16z para banco cripto

Fintech de Dee Choubey, fundador da MoneyLion, captou US$ 25 mi liderados pela a16z e teve aval preliminar do OCC para abrir um banco nos EUA.

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· 3 min

Atualizado em

Foto: Shutterstock

A fintech americana OpenReserve captou US$ 25 milhões numa rodada seed liderada pela a16z e recebeu aprovação condicional preliminar do regulador bancário dos EUA para constituir um banco nacional do zero. O aval, no entanto, não coloca o banco em operação: ele apenas autoriza a empresa a começar a se organizar, num caminho parecido com o que o Nubank percorreu ao receber licença para virar banco no México.

Fundada em 2025 por Diwakar Choubey, conhecido como Dee, que também criou a MoneyLion, e por Richard Correia, a OpenReserve teve o pedido aprovado em 2 de setembro pelo OCC, órgão federal que licencia bancos nacionais nos Estados Unidos. A licença cobre um banco de serviço completo com sede proposta em Salt Lake City, no estado de Utah.

Um banco “que nunca fecha”

A tese que atraiu a a16z é a de um banco desenhado como uma blockchain, capaz de mover dinheiro fora do horário do sistema financeiro tradicional. No blog da gestora, o general partner Guy Wuollet escreveu: “Precisamos de um banco sempre ligado, sempre aberto, sempre disponível. Um banco que nunca fecha. Um banco contínuo.” A rodada teve a Coinbase Ventures entre 11 investidores.

Segundo Choubey disse à Bloomberg, a aprovação do regulador dá à OpenReserve a capacidade de emitir sua própria stablecoin, a rUSD, planejada para ser lançada por uma subsidiária, a ReserveUSD LLC. O objetivo é liquidar transações mesmo quando a janela do Federal Reserve está fechada.

OpenReserve em números
US$ 25 mi
rodada seed liderada pela a16z
US$ 210 mi
capital inicial mínimo exigido antes de operar
2 set
data da aprovação condicional preliminar

Aprovação preliminar, banco ainda no papel

O banco ainda está em fase de organização. Para chegar à autorização final e começar a operar, a OpenReserve precisa cumprir uma lista de exigências pré-abertura, entre elas o pedido de seguro de depósitos à Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), a montagem de programas de compliance e um exame de prontidão operacional. O regulador também exige que a empresa levante ao menos US$ 210 milhões em capital inicial, líquido de despesas de constituição.

“A aprovação condicional preliminar para constituir um banco nacional do zero é um privilégio que nossa equipe não trata com leviandade”, escreveu Choubey. “É um marco significativo e o começo da fase mais exigente do trabalho.”

O movimento se encaixa numa corrida mais ampla de bancos e fintechs por moeda programável. Grandes bancos americanos já preparam uma empresa conjunta de stablecoin em dólar, e no Brasil a discussão sobre a convivência entre stablecoins e depósitos tokenizados já chegou aos incumbentes: o Itaú avalia que os dois modelos devem coexistir.

O que observar

A distância entre uma aprovação condicional preliminar e um banco em funcionamento é longa, e depende de capital, seguro de depósito e exames regulatórios que ainda não foram concluídos. Vale acompanhar se projetos que combinam licença bancária tradicional com emissão de stablecoin conseguem satisfazer as exigências prudenciais dos reguladores sem perder a promessa de liquidação contínua, e se a arquitetura sempre aberta se sustenta quando encontra as regras de capital e compliance de um banco nacional.

Fontes: PYMNTScrypto.newsCrypto BriefingLet’s MoneyLet’s Money

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