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InfraestruturaFintech · BTG Pactual

Pismo expande para 28 países após compra pela Visa

Fintech brasileira planeja entrar em oito novos mercados em 2025 e diversifica carteira de clientes com grandes bancos

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· 2 min

Atualizado em

A Pismo expande sua atuação global de forma acelerada após ser adquirida pela Visa por US$ 1 bilhão em 2023. A fintech brasileira de infraestrutura financeira passou de cinco para 20 países desde a compra e planeja iniciar operações em mais oito mercados neste ano: França, México, Suíça, Filipinas, Dinamarca, Hong Kong, Nova Zelândia e Paraguai.

Segundo o CEO Vishal Dalal, que assumiu a liderança da empresa em maio de 2025, o pioneirismo do Brasil em tecnologias financeiras como o Pix deu à Pismo uma vantagem competitiva global. “O Brasil foi o líder neste espaço. A inovação no Brasil é uma grande parte da nossa herança”, afirmou o executivo indiano à Bloomberg Línea.

Da base das fintechs aos grandes bancos

A estratégia da Pismo evoluiu além do foco inicial em fintechs e bancos digitais. A empresa agora atende grandes conglomerados financeiros como Citigroup, BTG Pactual, Itaú Brasil e ABN AMRO Bank. A união com a Visa, presente em 220 países, trouxe a credibilidade necessária para convencer instituições tradicionais.

Dalal destaca a capacidade técnica da plataforma: a empresa consegue migrar 2 milhões de contas de sistemas legados para a nuvem em apenas uma semana. Essa agilidade tem sido fundamental para conquistar clientes corporativos que antes resistiam à mudança tecnológica.

Cinco frentes de atuação

A Pismo atualmente oferece cinco famílias de produtos: processamento de cartões, core banking, empréstimos, corporate banking e marketplace. Segundo o CEO, o core banking ganhou destaque recentemente, com cinco clientes solicitando funcionalidades de crédito como hipotecas e financiamento de veículos.

O corporate banking também surpreendeu a equipe. “Não prevíamos isso. Falo de gestão de caixa e depósitos complexos para grandes empresas”, afirmou Dalal. O volume transacionado por esses clientes pode ser de três a quatro vezes maior que no varejo. Atualmente, mais de 50% da receita e da equipe permanecem no Brasil, mas o plano é equilibrar essa proporção com a expansão internacional.

Para acompanhar o crescimento, a Pismo investe em resiliência tecnológica, estrutura multicloud e cibersegurança. Kathleen Pierce-Gilmore, vice-presidente sênior da Visa, afirma que a tese de investimento apresenta “tração maior do que o esperado”. Para mais informações sobre expansão de fintechs brasileiras no exterior, confira outras matérias no Let’s Money.

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