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Revolut acumula quase 100 mil na fila da África do Sul

Revolut prepara entrada na África do Sul para 2028 com lista de espera próxima de 100 mil cadastros. Pedido de licença foi submetido em setembro de 2025.

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brunocoelho / Shutterstock.com

A Revolut prepara entrada na África do Sul para 2028 com uma lista de espera próxima de 100 mil cadastros. A informação foi confirmada por Jacques Meyer, head da operação local, em entrevista à Bloomberg publicada nesta segunda-feira (22).

Estratégia continental antes do primeiro cadastro de cliente

Mais do que sinal de tração, a antecedência do interesse joga luz sobre a estratégia da fintech britânica, avaliada pelo BTG em valor superior ao dobro do Nubank: dona de 75 milhões de usuários globais e descrita pela PYMNTS como a empresa de tecnologia financeira mais valiosa da Europa, a empresa vê o país como porta de entrada para o continente, com planos de expansão regional, segundo apurou a Bloomberg.

Em setembro de 2025, a Revolut submeteu pedido de licença bancária ao Banco da Reserva da África do Sul, conforme reportou a PYMNTS. Uma vez obtidas as aprovações regulatórias, a empresa pretende oferecer um portfólio adaptado ao mercado local, com destaque para uma conta sem tarifas. A operação importará o que a fintech chama de seu “ecossistema-assinatura”, segundo porta-voz citado na reportagem.

“We are already seeing exceptional demand for our product, and our waitlist is fast approaching 100,000 registrations” (em tradução livre, “estamos vendo demanda excepcional pelo nosso produto, e nossa lista de espera está se aproximando rapidamente de 100 mil cadastros”), disse Meyer. Em outro trecho, o executivo afirmou: “We aren’t interested in chasing customer acquisition numbers for the sake of a headline” (em tradução livre, “não estamos interessados em perseguir números de aquisição de clientes só para virar manchete”).

Onde a Revolut está em meio à expansão

Lançamento previsto na África do Sul 2028
Lista de espera local próxima de 100 mil
Usuários globais 75 milhões
Licença bancária recém-obtida Reino Unido
Charter em busca Estados Unidos
Operação ativa Emirados Árabes Unidos

Plano da Revolut para a África do Sul e movimentos globais. Fonte: PYMNTS.

Mercado disputado por bancos tradicionais e desafiantes

A reportagem da Bloomberg, replicada pela PYMNTS, observa que disputar o mercado sul-africano significa enfrentar tanto bancos estabelecidos quanto desafiantes digitais, vários deles já operando com contas sem tarifas. Pela cobertura da Moneyweb, a chegada da Revolut se soma a movimentos de varejistas como Pepkor e Shoprite preparando frentes bancárias, e ao GoTyme Bank, ligado ao bilionário Patrice Motsepe, somados a iniciativas de Discovery e Old Mutual.

O movimento na África do Sul ocorre em paralelo a frentes em curso da fintech britânica. A Revolut conquistou recentemente licença bancária completa no Reino Unido, busca charter equivalente nos Estados Unidos e mantém operação nos Emirados Árabes Unidos com planos para o Oriente Médio e o Norte da África, conforme reporta a PYMNTS. Recentemente, a empresa também avançou na América Latina e trouxe Paulo Guedes para o conselho consultivo no Brasil.

O que observar

O movimento testa um arranjo curioso: aquecer demanda local com lista de espera mantida por dois anos enquanto se aguarda o aval regulatório. O risco é a evaporação do interesse entre o cadastro e a estreia, especialmente em um mercado onde concorrentes locais e desafiantes digitais correm para apresentar contas sem tarifa antes da chegada do novato. Se o reservatório de cadastros se converte em base ativa quando a operação abrir, ou se a expectativa esfria em paralelo ao avanço dos rivais, será um teste importante para o modelo de pré-anúncio com janela longa em mercados emergentes.

Fontes: PYMNTSBloombergMoneyweb

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