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Ripple obtém licença MiCA e opera cripto em 30 países

A Ripple recebeu autorização MiCA CASP plena da CSSF, de Luxemburgo, e passa a oferecer pagamento cripto regulado nos 30 países do Espaço Econômico Europeu.

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· 3 min

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Bernardo Ramonfaur / Shutterstock.com

A Ripple recebeu autorização MiCA CASP plena da CSSF, o regulador financeiro de Luxemburgo, e passa a oferecer serviços de pagamento cripto regulados nos 30 países do Espaço Econômico Europeu (EEE) sob um único marco regulatório. A licença completa a etapa aberta com o aval preliminar recebido em junho e coloca a empresa na fase pós-transitória da regulação europeia de criptoativos.

Na prática, a autorização derruba a necessidade de negociar licença país a país. Com um único registro, a Ripple pode levar sua infraestrutura de pagamentos cripto a instituições financeiras e empresas em todo o bloco. “Esta autorização CASP significa que a Ripple entra na era pós-transitória da MiCA totalmente conforme e pronta para escalar”, afirmou Cassie Craddock, diretora-gerente da empresa para Reino Unido e Europa (em tradução livre). “As instituições com quem trabalhamos na Europa querem construir seus serviços de ativos digitais ao lado de parceiros regulados, e a Ripple está licenciada e pronta para atender essa demanda.”

O que a licença MiCA permite à Ripple

A aprovação valida o pacote de serviços de ativos digitais da empresa, que inclui pagamentos globais, custódia e câmbio. A stablecoin RLUSD e a criptomoeda XRP funcionam como ativos-base dessas operações. A CASP soma-se à licença de Instituição de Moeda Eletrônica (EMI) que a Ripple já mantém na União Europeia, montando um ambiente de dupla licença para operações financeiras mais amplas. A companhia afirma reunir mais de 75 autorizações regulatórias no mundo.

Ripple entra na era MiCA plena na Europa
Regulador CSSF (Luxemburgo)
Alcance 30 países do Espaço Econômico Europeu
Licença CASP plena, sob a regulação MiCA
Ativos-base RLUSD e XRP
Licenças globais Mais de 75

Autorização MiCA CASP da Ripple pela CSSF, de Luxemburgo, em 6 de julho de 2026. Fonte: Ripple

O movimento se encaixa na estratégia da Ripple de acumular licenças em vez de operar às margens da regulação. A empresa também pediu licença ao Banco Central no Brasil e comprou fatia da Flutterwave para ampliar sua base em pagamentos internacionais. Na Europa, não está sozinha na corrida: a B2C2 também obteve licença MiCA para operar cripto no bloco.

O pano de fundo é a passagem do uso experimental de cripto para o padrão institucional. A MiCA unificou o que antes era um mosaico de regras nacionais, e a aposta de quem sai na frente é oferecer aos bancos uma alternativa regulada ao sistema de bancos correspondentes para pagamentos transfronteiriços. Resta ver se a demanda das instituições acompanha a oferta de trilhos regulados.

O que observar

Com um regime único valendo em todo o bloco, a tendência é que provedores de serviços de criptoativos concentrem operação sob poucas jurisdições de registro e passem a competir por integração com bancos e grandes empresas. Vale acompanhar se a moldura regulatória de fato acelera a adoção de stablecoins e liquidação onchain em pagamentos institucionais, ou se o custo de conformidade concentra o mercado em poucos players já licenciados. O teste real será o volume que migra do trilho bancário tradicional para a infraestrutura regulada de criptoativos.

Fontes: FF NewsRippleCoinDesk

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