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Roamly lança primeiro seguro de frota em tempo real do mundo

Produto usa telemetria Tesla via API proprietária para cobrar por km em FSD, reduzindo o custo de seguro de frotas em 50% em modo autônomo.

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· 3 min

Atualizado em

Foto: Reprodução / X

A Roamly lançou o primeiro seguro comercial de frota precificado por quilômetro em modo autônomo: ao ativar o Full Self-Driving (FSD) da Tesla, o custo da apólice cai 50% em tempo real, sem hardware adicional, por integração direta com o computador de bordo do veículo.

Roamly FSD: como funciona

Característica Detalhe
Precificação Por km em modo FSD (piloto automático)
Desconto ao ativar FSD 50% em tempo real (segundo a empresa)
Hardware Nenhum: integração nativa via Wheelbase
Monitoramento Telemetria 24/7, NOCs em EUA e Londres
Underwriter Mobilitas, coverholder Lloyd’s

Características do Roamly FSD. Fonte: FFNews

Como a tarifa cai ao ativar o piloto automático

O Roamly FSD conecta ao hardware do Tesla via Wheelbase, o software proprietário de gestão de frotas da empresa, sem OBD-II, sem aplicativos externos e sem configuração manual. A leitura de telemetria de alta fidelidade detecta o momento de ativação do FSD e aplica automaticamente a tarifa por quilômetro, reduzindo o custo da apólice no instante em que o veículo assume o controle.

“Se o carro está dirigindo, por que ainda pagamos as mesmas taxas de seguro que pagamos para motoristas humanos? Hoje, removemos essas duas barreiras restantes: gestão de riscos e gestão de frotas”, disse Jeff Cavins, CEO do Outdoorsy Group, controladora da Roamly e da Wheelbase.

O produto preenche um espaço até agora vazio no segmento comercial. Em janeiro, a Lemonade havia lançado seguro para motoristas individuais usando FSD da Tesla em estados americanos selecionados, mas o uso comercial de frotas não havia recebido produto usage-based equivalente. O Roamly FSD mira proprietários de frotas e operadores de robotáxis, com cobertura comercial disponível inclusive para indivíduos com veículo único convertido em ativo de transporte por aplicativo. O lançamento segue a nomeação da Roamly como Coverholder da Lloyd’s, que amplia sua capacidade global de subscrição.

O mercado que o produto habilita

A Roamly enquadra o Roamly FSD como a peça de gestão de risco que faltava para escalar operações comerciais de veículos autônomos. O mercado de robotáxis nos EUA deve gerar mais de US$ 19 bilhões em receita até 2030 e US$ 48 bilhões até 2035, de acordo com estimativa do analista do Goldman Sachs Mark Delaney, citada pela empresa no lançamento.

“Estamos felizes em firmar parceria com a Roamly para apoiar a disponibilidade de um novo produto de seguro personalizado que contribua para o sucesso contínuo dos veículos autônomos e para o futuro do transporte por aplicativo e do transporte sob demanda”, disse Jeff Huebner, vice-presidente executivo de seguros comerciais da Mobilitas.

O lançamento acompanha uma onda de startups de gestão de frotas com IA que avançam na digitalização da operação comercial, mas deixavam o seguro de fora do ecossistema dinâmico. O Roamly FSD tenta fechar esse ciclo integrando precificação de risco ao mesmo fluxo onde proprietários e locatários de Tesla já realizam transações via Wheelbase. A Mobilitas fornece a capacidade de underwriting para a redução de custos operacionais de frotas via dados em tempo real.

O que observar

A integração com hardware de um único fabricante é uma vantagem técnica agora, mas o potencial de escala global depende de acordos com outros fabricantes de veículos autônomos que ainda não abriram APIs de telemetria equivalentes para terceiros. Para seguradoras incumbentes que precificam por perfil demográfico de motorista, o modelo de dados de comportamento de veículo em tempo real exige redesenhar a cadeia de underwriting: a pergunta é se esse espaço será ocupado por insurtechs especializadas ou se as grandes resseguradoras desenvolverão capacidade interna.

O claim de 50% de desconto e o modelo de precificação dependem de uma base de dados de sinistros de veículos em modo autônomo ainda limitada. À medida que o volume de quilômetros em FSD cresce, a sinistralidade real tende a recalibrar os preços. Vale acompanhar se o modelo se sustenta com frotas maiores e em contextos urbanos de maior densidade, onde o risco de acionamento da apólice é distinto do uso rodoviário.

Fontes: FFNewsGlobeNewswireTechCrunchLet’s Money

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