O Santander nomeou Carmen Alonso, sócia do Pátria Investimentos responsável por clientes na Europa e no Oriente Médio, como nova CEO global de sua unidade de gestão de ativos, a Santander Asset Management, que administra €275 bilhões em 10 países e ficará baseada em Madri.
Trajetória de Carmen Alonso
| Cargo |
Empresa |
| CEO global (a partir de jul/2026) |
Santander Asset Management |
| Sócia, Europa e Oriente Médio |
Pátria Investimentos |
| Responsável por UK e Ibéria |
Tikehau Capital |
| Diretora, finanças alavancadas |
Morgan Stanley |
Trajetória profissional de Carmen Alonso. Fonte: Funds Society
Da gestão alternativa ao banco global
Alonso traz mais de 30 anos de experiência em gestão de ativos e banco de investimento. No Pátria Investimentos, gestora brasileira listada na Nasdaq, atuava como sócia com foco em clientes institucionais da Europa e do Oriente Médio. O Pátria reportou “$59,3 bilhões em ativos sob gestão no primeiro trimestre de 2026”, segundo seu relatório financeiro mais recente. A gestora opera em 10 escritórios em quatro continentes e, em 2024, adquiriu o negócio de private equity da abrdn, ampliando sua presença europeia. Antes do Pátria, Alonso liderou a operação do Tikehau Capital no Reino Unido e na Ibéria e atuou como diretora de finanças alavancadas no Morgan Stanley.
A vaga foi aberta em dezembro de 2025, quando Samantha Ricciardi deixou o cargo após quase quatro anos no comando da unidade para assumir a diretoria de Europa, Oriente Médio e África na Fidelity International. O conteúdo do memorando interno que anunciou a nomeação de Alonso foi confirmado por uma porta-voz do Santander.
SAM: nova estrutura e €275 bilhões sob gestão
A Santander Asset Management reestruturou sua operação em janeiro de 2026, dividindo-a em duas linhas de negócios: Private Banking e Insurance & Asset Management Solutions. Com €275 bilhões em ativos sob gestão em março, a unidade atende clientes institucionais, individuais e intermediários em 10 países, em um segmento onde concorrentes também aceleravam captação em mercados privados.
Ela integra a divisão mais ampla de gestão de patrimônio e seguros do banco, liderada por Javier García-Carranza. O Santander tem ampliado sua operação de wealth management no Brasil, com reforço na área de family office como parte de uma estratégia de crescimento no segmento de alta renda.
O que observar
A movimentação reflete um padrão crescente de permeabilidade entre gestoras de ativos alternativos e grandes bancos com braços de asset management. Executivos com trajetória em crédito privado, infraestrutura e private equity passam a ser disputados por plataformas bancárias que buscam ampliar escala em classes de ativo ilíquidas e distribuição institucional além das fronteiras domésticas. Uma unidade de gestão com €275 bilhões em ativos, reestruturada recentemente em novas linhas de negócio, implica agenda de integração de mandatos e posicionamento de produto em múltiplos mercados simultaneamente.
Vale acompanhar se a transição de liderança em unidades de asset management de grandes bancos globais altera estratégias de distribuição na América Latina, onde essas plataformas têm presença crescente em segmentos de alta renda e clientes institucionais. A trajetória de executivos que transitam entre gestoras de capital alternativo e bancos universais pode antecipar movimentos de consolidação ou revisão de portfólio em mercados emergentes.
Fontes: Bloomberg Línea • Bloomberg • Funds Society