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SmartComply lança conformidade com IA no UK para a África

SmartComply lança Adhere no Reino Unido para monitoramento AML com IA nos corredores de remessa com a África, onde custos médios chegam a 8,5%.

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· 2 min

Atualizado em

Foto de Marcin Nowak na Unsplash

A SmartComply lançou sua plataforma de conformidade Adhere no Reino Unido para atender instituições financeiras que operam em corredores de remessa com a África Subsaariana, onde o custo médio da transferência ainda é de 8,5% do valor enviado e a base de bancos correspondentes encolheu mais de 25% na última década.

Corredores UK-África: contexto e escala da plataforma

Dado Valor Fonte
Custo médio de remessa UK → SSA 8,5% do valor Banco Mundial
Queda em bancos correspondentes >25% na última década Finextra
Volume de remessas UK-África £4 bilhões/ano Finextra
Transações monitoradas (SmartComply) US$ 1 bi/mês SmartComply
Instituições financeiras clientes Mais de 100 SmartComply

Dados de mercado e escala da SmartComply. Fonte: Finextra

O que a plataforma faz

A Adhere combina monitoramento de transações em tempo real, orquestração automatizada de KYC e KYB, triagem de sanções e pessoas politicamente expostas, e relatórios prontos para auditoria calibrados para a infraestrutura de pagamentos africana, incluindo o sistema de Número de Verificação Bancária da Nigéria e plataformas de dinheiro móvel do Quênia. A empresa afirma que clientes reportam redução de 70% no trabalho manual de conformidade e queda de 40% em falsos positivos de fraude.

Gbemisola Osunrinde, CEO da SmartComply, descreveu o problema como uma questão de posicionamento estratégico global: “Os corredores de pagamento africanos devem ser uma oportunidade de crescimento para o sistema financeiro global, e não um passivo.” O lançamento no Reino Unido mira EMIs, provedores de remessa e fintechs de pagamentos cross-border. Em março de 2026, o TechCabal confirmou que a plataforma já estava alinhada com as Normas de Referência para Soluções Automatizadas de AML do Banco Central da Nigéria, publicadas no dia 10 do mesmo mês. O crescimento de fintechs voltadas ao mercado africano e iniciativas de combate a fraude com IA na região indicam demanda crescente por infraestrutura regulatória específica para o continente.

O que observar

A queda nos bancos correspondentes não é um fenômeno novo: reguladores globais vinham pressionando por maior diligência em corredores considerados de alto risco desde meados da década passada, e o custo de 8,5% é mais que o dobro da meta de 3% estabelecida pelo G20. O lançamento no Reino Unido posiciona a empresa em um mercado onde operadoras de remessa enfrentam pressão crescente de compliance sem ter expertise nativa nos sistemas de identidade africanos.

Os números de eficiência divulgados pela empresa são auto-reportados sem metodologia divulgada. A adoção efetiva por parte de EMIs e provedores de remessa britânicos será o indicador real de se a proposta de valor, especialização local em AML africano, supera o custo de troca de infraestrutura de compliance já instalada.

Fontes: FinextraTechCabal

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