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Wise estreia na Nasdaq com US$ 243 bi em pagamentos

Wise estreia na Nasdaq e divulga estimativas do FY2026: US$ 243 bi em pagamentos transfronteiriços (+31%) e receita líquida de US$ 2,5 bi (+19%).

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A Wise estreou na Nasdaq nesta segunda-feira (11) com listagem dupla, mantendo presença na Bolsa de Valores de Londres, onde abriu capital em 2021. Junto com a estreia, a fintech divulgou estimativas preliminares não auditadas do ano fiscal encerrado em março: US$ 243 bilhões em pagamentos transfronteiriços processados, alta de 31% na comparação anual, e receita líquida de US$ 2,5 bilhões (+19%).

Wise FY2026: principais métricas (estimativas preliminares)

Métrica FY2026 Variação anual
Volume transfronteiriço US$ 243 bi +31%
Receita líquida US$ 2,5 bi +19%
Receita de transações US$ 1,9 bi +22%
Saldos de clientes US$ 39 bi +40%
Gastos com cartões US$ 44 bi +37%

Estimativas preliminares não auditadas do FY2026 da Wise, em US GAAP. Fonte: Startups.com.br

Os números que acompanham a estreia

As estimativas do FY2026 confirmam aceleração em todas as linhas. O volume transfronteiriço de US$ 243 bilhões foi o maior da companhia, com crescimento de 31% na comparação anual. Os saldos de clientes chegaram a US$ 39 bilhões (+40%), sendo US$ 9 bilhões alocados em Wise Assets, o produto de investimento da plataforma. A receita de transações foi composta por US$ 1,3 bilhão em receitas transfronteiriças (+17%) e US$ 0,6 bilhão em receitas de cartões e outras fontes (+34%). Os gastos com cartões totalizaram US$ 44 bilhões, avanço de 37%.

A companhia informou que 75% das transferências são concluídas instantaneamente, em menos de 20 segundos, e 96% chegam ao destino em até 24 horas. A tarifa média reportada foi de 0,52%, abaixo da média global do setor, estimada entre 3% e 5%. Fundada em 2011, a Wise opera com mais de 80 licenças regulatórias e conexão direta com sistemas de pagamento em oito mercados. Parte dessa estratégia inclui a busca por licença bancária britânica para controlar a infraestrutura de pagamentos, movimento que antecede a listagem americana.

EUA como principal frente de crescimento

“Há quinze anos, começamos com um objetivo simples, mas ambicioso: fazer com que mover e gerenciar dinheiro pelo mundo fosse tão rápido, simples e acessível quanto enviar um e-mail”, afirmou Kristo Käärmann, cofundador e CEO da Wise, em nota oficial. A companhia estima que consumidores e empresas perdem mais de US$ 250 bilhões anuais em tarifas ocultas em transferências internacionais, sendo US$ 43 bilhões apenas nos Estados Unidos, segundo projeções da própria empresa para 2026. O mercado global de pagamentos transfronteiriços é avaliado em cerca de US$ 43 trilhões por ano.

Para David Wells, presidente do conselho, a estreia na Nasdaq amplia o acesso ao “mercado de capitais mais profundo e líquido do mundo” e aproxima a empresa de sua principal frente de crescimento. A companhia também lançou o OwnWise, programa de fidelidade para clientes elegíveis que detêm ações da Wise. A expansão geográfica avança em paralelo: a Wise iniciou operação regulada no mercado africano ainda em 2025, com aval do banco central sul-africano.

O que observar

A listagem dupla expõe a Wise a maior pressão por métricas trimestrais. O crescimento de 31% em volume transfronteiriço é expressivo, mas o mercado americano apresenta estrutura de concorrência intensa e alto custo de aquisição de clientes. A pergunta que fica é se a eficiência operacional da empresa, resumida na tarifa de 0,52%, se sustenta à medida que a escala nos EUA cresce.

O diferencial competitivo central é a transparência de custo frente à média setorial de 3% a 5%. Vale acompanhar se a entrada em escala no mercado americano força redistribuição da estrutura de custo ou ajuste de precificação para sustentar o crescimento de receita esperado pelos investidores da Nasdaq.

Fontes: Startups.com.brLet’s Money

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