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70% escolhem onde comprar pela forma de pagamento

Estudo PYMNTS e PayPal: 70% escolhem onde comprar pela forma de pagamento, e só 1 em 5 lojistas está pronto para compras por agentes de IA.

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· 3 min

Atualizado em

Shutterstock

Num mercado como o brasileiro, onde Pix e carteiras digitais já ditam onde o consumidor compra, um novo estudo coloca número na intuição: 70% dos consumidores dizem que a disponibilidade do meio de pagamento preferido influencia onde fazem compras. O dado é do relatório da PYMNTS Intelligence com a PayPal.

O que move a escolha do consumidor no checkout

Dado O que mostra
70% Meio de pagamento preferido influencia onde compram
84% Checkout em um clique pesa na escolha da loja
80% Usam credenciais salvas
51% Usaram autenticação biométrica recentemente
1 em 5 Lojistas com 80%+ do catálogo legível por agentes de IA

Dados do relatório The Next-Gen Commerce Playbook, da PYMNTS Intelligence e PayPal. Fonte: PYMNTS

Por que o meio de pagamento virou critério de compra

A leitura central do estudo é que a escolha do meio de pagamento deixou de ser função de bastidor e virou parte direta da aquisição e da retenção de clientes. Entre os lojistas, 94% se dizem muito ou extremamente interessados em ao menos uma inovação ligada a um checkout mais fluido, e 62% demonstram alto interesse em autenticação biométrica. Segundo o relatório, o checkout “deixou de ser apenas a etapa final de uma venda online” (em tradução livre), afirma o documento, e passou a ser o ponto em que o varejista captura intenção, conclui a compra e começa a próxima.

Na prática, isso significa oferecer as opções que o consumidor já conhece, de carteiras digitais a débito e parcelamento, com personalização para não lotar a tela de escolhas. A autenticação aparece como a outra alavanca: passkeys, verificação no app e biometria mantêm a transação segura sem empurrar o cliente para etapas lentas de login.

A corrida de prontidão para o comércio com agentes de IA

O achado mais voltado ao futuro é o tamanho do atraso. Apenas 1 em cada 5 negócios mantém 80% ou mais do catálogo em formato estruturado e legível por máquina, o que os agentes de IA precisam para encontrar, comparar e sugerir produtos. É o mesmo descompasso que o Let’s Money mostrou no Brasil, onde as adquirentes já se dizem prontas para IA, mas só cerca de um terço dos lojistas acompanha o ritmo.

O movimento não é isolado. Players de pagamento aceleram a infraestrutura para o que o setor chama de comércio agêntico, a transição do hype para a infraestrutura, e experiências como a da PayPal, que levou checkout com IA ao varejo de moda no Reino Unido, já testam o checkout como camada que conecta descoberta, pagamento e segurança.

O que observar

O gargalo do próximo ciclo não é a vontade de comprar, e sim a prontidão de quem vende. Se a maior parte dos catálogos segue ilegível para agentes de IA, o ator mais exposto é o lojista de médio porte, que tende a depender de plataformas de e-commerce e de adquirentes para estruturar dados que hoje não controla. Vale acompanhar se a estruturação de catálogo vira pré-requisito de contrato com essas plataformas, e em que prazo.

No Brasil, onde Pix e carteiras digitais já resolveram boa parte da fricção de pagamento, a diferenciação tende a migrar para a camada de descoberta e de prontidão para agentes. A pergunta operacional é se varejistas conseguem transformar o checkout em ponto de relacionamento recorrente sem criar mais atrito, num momento em que a compra pode começar fora da própria loja.

Fontes: PYMNTSLet’s Money

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