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A5X capta R$ 360 mi para desafiar a B3 em derivativos

A A5X levantou uma Série D de R$ 360 milhões liderada por Morgan Stanley, Goldman Sachs e Kaszek para criar uma bolsa de derivativos rival da B3.

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· 3 min

Atualizado em

Nilson Monteiro, Karel Luketic e Carlos Ferreira Filho | Foto: Divulgação

A disputa pela infraestrutura do mercado de capitais brasileiro ganhou um novo capítulo. A A5X, que nasceu para rivalizar com a B3 em derivativos, garantiu R$ 360 milhões em uma nova rodada. Bancos globais e a gestora Kaszek bancaram o aporte, mas a estreia da plataforma segue distante: o pregão não deve sair antes de 2027.

A5X em números

Métrica Valor
Série D R$ 360 milhões
Líderes da rodada Morgan Stanley, Goldman Sachs, Kaszek
Valuation R$ 2,7 bilhões
Total captado Mais de R$ 730 milhões (4 rodadas)
Início previsto 2º tri/2027
Equipe Mais de 200 funcionários

Série D da A5X. Fonte: Startups.com.br

Quem entrou na rodada

A operação também trouxe de volta velhos conhecidos do quadro societário. Fundos como Optiver, XTX Markets e Jump Trading renovaram a aposta, ao lado da IMC e do braço de clearing do ABN AMRO. A XP, berço dos fundadores, acionou o direito de compra que carregava no contrato e virou acionista direta.

Desde a fundação, a companhia já acumulou mais de R$ 730 milhões em quatro captações, o que empurra seu valuation para a casa dos R$ 2,7 bilhões.

“Não poderíamos estar mais orgulhosos do ecossistema que construímos em torno da A5X. Com a rodada atual, além do capital, reunimos algumas das mais respeitadas instituições financeiras do mundo e alguns dos mais sofisticados participantes do mercado de capitais global e brasileiro. […] com essa rodada fortalecemos significativamente a capacidade de lançarmos a A5X com sucesso e ajudar a transformar o mercado de capitais brasileiro”, afirmou Carlos Ferreira Filho, CEO e cofundador da A5X, em nota.

A aposta contra a concentração em torno da B3

O projeto surgiu em 2023. Na liderança está Carlos Ferreira, que atuou ao lado de Karel Luketic na XP antes de montar a fintech. Completam o time de fundadores Julian Chediak e, vindo da Ideal, Nilson Monteiro. A tese é abrir uma alternativa à B3, cujo lucro segue em alta, e afrouxar a concentração que marca o setor no país.

Do lado técnico, a plataforma vai rodar sobre o motor de negociação e liquidação do London Stock Exchange Group, dono da bolsa londrina, combinado a sistemas próprios.

O caixa recém-levantado deve sustentar a companhia até o ponto de equilíbrio e cobrir a reserva regulatória que uma infraestrutura de mercado precisa manter. Antes desta rodada, o grupo havia levantado cerca de R$ 200 milhões, em setembro de 2025. Um reforço de peso chegou em maio de 2026: Cícero Vieira, que foi COO da B3, assumiu como sócio e conselheiro estratégico. Com mais de 200 funcionários, a operação agora corre atrás da licença que falta para disputar o mercado de futuros.

O que observar

Entre uma captação bilionária e uma bolsa operante existe uma distância que só o aval regulatório encurta. A dúvida é se um novo entrante consegue atrair liquidez suficiente para rivalizar com uma incumbente consolidada, ou se a concorrência ficará restrita a nichos. Vale acompanhar como o regulador tratará a chegada de uma segunda infraestrutura de mercado e que exigências de capital serão impostas antes do primeiro pregão.

Fontes: Startups.com.br

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