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IAIA · Banking as a Service

Aarin reduz onboarding de clientes PJ em 90% com IA

A techfin Aarin, do Grupo Bradesco, diz ter reduzido em até 90% o tempo de análise documental no onboarding de clientes PJ com agentes de IA.

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· 3 min

Atualizado em

Ticiana Amorim é CEO da Aarin | Foto: Abner Garcia / Let's Money

A Aarin, techfin de infraestrutura financeira do Grupo Bradesco, afirma ter reduzido em até 90% o tempo de análise documental no onboarding de clientes pessoa jurídica com o uso de agentes de inteligência artificial. Segundo a empresa, uma etapa que levava até quatro dias passou a ser concluída em poucas horas. A companhia, que lançou em 2025 um Banking as a Service (BaaS) integrado por linguagem natural, agora aplica IA à parte mais pesada do cadastro.

O caso foi desenvolvido em parceria com a Compass UOL e a AWS e, segundo a Aarin, também reduziu em até 80% os custos operacionais de backoffice. O onboarding de clientes jurídicos exige interpretação de contratos sociais, alterações societárias, procurações e o cruzamento de informações entre múltiplos documentos, um processo que costuma virar gargalo à medida que o volume de novos clientes cresce.

O caso da Aarin em números

Item Dado
Tempo de análise documental redução de até 90%
Onboarding de clientes PJ de até 4 dias para poucas horas
Custos de backoffice redução de até 80%
Base tecnológica Amazon Bedrock
Clientes atendidos mais de 300

Dados informados pela empresa. Fonte: Aarin

Como a arquitetura funciona

Para enfrentar o gargalo, a Aarin implementou uma solução baseada em agentes de IA especializados por tipo de documento, usando o Amazon Bedrock como base tecnológica. Na prática, os agentes executam extração e validação automática de dados, checagem de cláusulas societárias e detecção de inconsistências entre documentos, encaminhando aos analistas apenas as exceções que exigem julgamento crítico.

“A inteligência artificial permite separar duas atividades que antes ficavam presas no mesmo gargalo: o processamento de grandes volumes de informação e a tomada de decisão. Ao automatizar a leitura, a extração e as validações iniciais, os AI Agents permitem que os profissionais se concentrem nos casos de maior complexidade. Isso muda radicalmente a lógica de crescimento da operação”, afirma Ticiana Amorim, fundadora e CEO da Aarin.

Governança como requisito

Integrados ao núcleo tecnológico da empresa, os agentes registram cada etapa do processo, um ponto que a Aarin trata como condição para operar em um setor regulado. A companhia diz que a mesma arquitetura pode ser estendida a etapas como análise de crédito, prevenção a fraudes e monitoramento de compliance.

“Em uma operação financeira, não basta que a inteligência artificial seja rápida. É preciso saber exatamente como a informação foi processada, quais validações foram realizadas e em que momento a análise deve ser direcionada para supervisão humana. A automação precisa ser construída com segurança, rastreabilidade e governança by design”, ressalta Ticiana.

O que observar

A eficiência documental interessa a quem acompanha a adoção de IA em processos regulados do setor financeiro, em que rastreabilidade e supervisão humana são exigências, não detalhes. O ponto a acompanhar é se os ganhos de tempo e de custo relatados no cadastro se sustentam quando os mesmos agentes avançam para etapas mais sensíveis da jornada, como concessão de crédito e prevenção a fraudes, e como fica a divisão de trabalho entre máquina e analista nessas frentes.

Fontes: AarinAmazon Bedrock (AWS)Let’s Money: Embedded finance mira US$ 18 bi no Brasil até 2030

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