A Associação Brasileira de Bancos (ABBC) e a Núclea lançaram uma rede compartilhada de emissão e registro de CCB tokenizada. A infraestrutura, que opera na blockchain proprietária Núclea Chain, começa pela cessão de ativos em negociações interbancárias entre os associados da entidade.
Como funciona a CCB tokenizada
| Etapa | O que acontece |
|---|---|
| 1. Emissão | Banco associado emite a CCB pelo fluxo tradicional |
| 2. Registro | Núclea registra o ativo no sistema convencional de registro |
| 3. Token | Núclea cria token representativo na Núclea Chain (blockchain própria) |
| 4. Conexão | Rede tradicional e blockchain se conectam diretamente |
| 5. Gestão | ABBC e associados visualizam e comandam cessões interbancárias |
Modelo de emissão da CCB tokenizada. Fonte: Valor Econômico
CCB tokenizada como nova fronteira da Núclea Chain
A Núclea Chain é uma rede de ledger distribuído permissionada já operada pela companhia para tokenizar unidades de recebíveis de cartão, duplicatas e cotas de consórcio. A parceria com a ABBC estende essa infraestrutura ao mercado de crédito bancário, criando um padrão compartilhado entre instituições associadas. Em janeiro, o Let’s Money descreveu os bastidores de um consórcio de 16 bancos que construiu um ecossistema de tokenização compartilhado, movimento que antecipou esse modelo de colaboração entre instituições financeiras brasileiras.
Nessa primeira fase, a Núclea registra o ativo no ambiente tradicional de registro e cria um token que representa o ativo dentro da Núclea Chain. As duas redes se conectam diretamente, permitindo que a ABBC visualize e comande operações de seus associados conforme autorização prévia. “A CCB tokenizada é um 1º passo concreto nessa direção, combinando inovação tecnológica com a solidez do arcabouço já estabelecido”, disse Leandro Vilain, presidente da ABBC.








