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ABFintechs cria hub para ligar fintechs a fornecedores

O hub, lançado pela ABFintechs em 11/09/2026, conecta as fintechs associadas a fornecedores de cibersegurança, inteligência artificial, open finance e cripto.

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· 2 min

Atualizado em

Sergio Costantini, presidente da ABFintechs.

A ABFintechs (Associação Brasileira de Fintechs) lançou, na sexta-feira (11/09/2026), um hub de negócios voltado a dar suporte às empresas associadas e a robustecer o ecossistema. Pela plataforma, cada fintech pode registrar o que precisa e garimpar produtos e serviços à altura dessas demandas.

A oferta dentro do ambiente pode partir tanto das próprias associadas quanto de empresas de fora do quadro. A entidade afirma que vai intermediar as tratativas e promete condições que classifica como atrativas e personalizadas. As soluções reunidas devem contemplar frentes como cibersegurança, inteligência artificial (IA), open finance e cripto, entre outras verticais do ecossistema.

Frentes de solução do hub

  • Cibersegurança
  • Inteligência artificial
  • Open finance
  • Cripto

Verticais que o hub deve reunir, entre outras. Fonte: Valor Econômico

Na leitura de Sergio Costantini, presidente da ABFintechs, a ideia é aproximar pessoas, empresas e oportunidades dentro do setor. “Queremos construir uma ponte cada vez mais forte entre as fintechs e os demais atores do mercado, criando relações que possam gerar negócios, inovação e desenvolvimento para todo o ecossistema”, afirmou, em nota.

Além da ponte comercial, a associação planeja movimentar o hub com produção de conteúdo, uma agenda de eventos e webinars e ações de networking, de modo a dar visibilidade às soluções ofertadas. A construção, segundo a entidade, é aberta a associados e mantenedores, que podem entrar também como fornecedores de soluções. Para Beatriz Krauss, diretora de marketing e negócios, achar o parceiro certo no momento certo pesa para quem opera no mercado. “O Hub nasce justamente para facilitar esse caminho: trazer soluções relevantes, condições mais interessantes e conexões que façam sentido para os negócios”, disse, também em nota.

O movimento chega num momento de retração do quadro. No Fintouch de 2026, encontro que a entidade promove todo ano, o ex-presidente Diego Perez apontou que a base filiada vinha minguando: partiu de 724 fintechs no arranque de 2025 e chegou a 588, pressionada pelo aperto regulatório que o Banco Central (BC) impôs ao setor no período. Nesse cenário de custo e conformidade em alta, ganha peso qualquer iniciativa que barateie o acesso a fornecedores. No mesmo encontro, temas como segurança e inteligência artificial dominaram as discussões.

O que observar

A tração do hub vai depender de quantas associadas efetivamente registrarem demandas e de quantos fornecedores toparem oferecer condições diferenciadas. Se a negociação centralizada pela associação se traduzir em preços melhores, o modelo pode ganhar adesão num ciclo de custos pressionados. A hipótese oposta também está aberta: sem escala de participantes, a estrutura tende a operar mais como vitrine do que como canal efetivo de negócios.

Fontes: Valor Econômico; ABFintechs (notas oficiais).

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