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Open FinanceFintech · Accesstage

Accesstage completa 25 anos e processa R$ 3 tri em pagamentos

Empresa que nasceu como subsidiária da Mitsubishi alcança R$ 145 mi de receita e se posiciona como infraestrutura do Open Finance corporativo.

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A Accesstage completou 25 anos com receita superior a R$ 145 milhões em 2025, crescimento de 14% sobre o ano anterior e um volume de R$ 3 trilhões processados em pagamentos. A empresa, que nasceu como subsidiária da Mitsubishi Corporation e hoje opera como grupo independente, se posiciona como infraestrutura do sistema financeiro corporativo brasileiro na era do Open Finance.

Evolução da Accesstage: de subsidiária a infraestrutura financeira

Ano Marco
2001 Criada como subsidiária da Mitsubishi, 5 funcionários, foco em logística
2013 Aquisição da operação da Mitsubishi no Brasil, torna-se empresa nacional
2018-2019 7 aquisições (Negocie Online, Kaspper, Trustion, Movats e outras), R$ 50 mi investidos
2023 Certificação do BC como Iniciadora de Transações de Pagamentos (ITP)
2025 R$ 145 mi de receita (+14%), R$ 3 tri processados, 120 mil empresas conectadas

Fonte: Brazil Economy

Accesstage: da troca de dados à tesouraria integrada

A trajetória da empresa acompanha a digitalização do sistema financeiro corporativo. Criada em 2001 como braço de logística da Mitsubishi no Brasil, a Accesstage migrou para intercâmbio eletrônico de dados financeiros entre empresas e bancos, antecipando o que anos depois seria formalizado como Open Finance. A virada veio em 2013, quando Celso Sato, hoje CEO, e Fernando Takano, vice-presidente e CFO, concluíram a compra da operação brasileira da Mitsubishi e transformaram a companhia em uma empresa integralmente nacional.

A partir daí, a expansão acelerou. Entre 2018 e 2019, a Accesstage realizou sete aquisições em menos de dois anos, investindo R$ 50 milhões em startups como Negocie Online (cobrança digital) e Kaspper Innovation (fábrica de software). O escopo evoluiu de troca de dados para uma plataforma de gestão financeira integrada que cobre contas a pagar e receber, tesouraria, risco sacado e risco cedente. Em 2025, a empresa movimentou quase R$ 20 bilhões em antecipações financeiras, segundo a Brazil Economy.

ITP e o papel da Accesstage no Open Finance

A certificação pelo Banco Central como Iniciadora de Transações de Pagamentos, obtida em 2023, posiciona a empresa num segmento estratégico do Open Finance. Como ITP, a Accesstage pode iniciar pagamentos fora do ambiente bancário com consentimento prévio do usuário, conectando empresas diretamente ao ecossistema regulado. “Queremos ser o maior Open Finance de uma empresa que não é banco”, disse Celso Sato, CEO da Accesstage, em entrevista ao portal Startups. A base atual de mais de 120 mil empresas e 110 instituições financeiras parceiras sustenta essa ambição.

No cenário mais amplo do Open Finance aplicado à gestão financeira, a empresa se diferencia pela atuação B2B em escala. Em entrevista ao podcast Let’s Money em 2025, Yoshimitsu Matsuzaki, CEO da Finnet, empresa com perfil semelhante (100 mil empresas integradas), destacou que a conectividade bancária para PJ existe há mais de duas décadas e que o Open Finance apenas formalizou uma demanda que já era atendida por plataformas de integração. A trajetória da Accesstage confirma essa tese. A recente reestruturação organizacional da empresa, que unificou as áreas de solution design e projetos, reforça o foco em execução e eficiência operacional.

O que observar

O caso ilustra como empresas de infraestrutura financeira B2B podem crescer de forma consistente sem captar rodadas de venture capital ou operar como banco. A combinação de receita recorrente (cerca de 90% do faturamento, segundo dados da própria empresa) com aquisições cirúrgicas criou um modelo resiliente. A pergunta que fica é se o ritmo de crescimento de dois dígitos se sustenta à medida que grandes bancos investem em plataformas proprietárias de gestão financeira para seus clientes corporativos.

Vale acompanhar o impacto da licença de ITP na operação. Se a iniciação de pagamentos via Open Finance ganhar tração no segmento corporativo, plataformas que já conectam dezenas de milhares de empresas a centenas de bancos têm vantagem estrutural de distribuição. O teste será converter essa base instalada em volume transacional recorrente via Open Finance, num ambiente em que a regulação de dados do ecossistema ainda está sendo calibrada pelo Banco Central.

Fontes: Brazil EconomyStartupsTI InsideTI InsideLet’s Money PodcastLet’s Money

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