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Addi atrai BTG em rodada de US$ 85 mi na Colômbia

BTG co-lidera com Citius a Série D de US$ 85 mi na colombiana Addi, primeira aposta growth do banco fora do Brasil. GIC e Monashees também entram.

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Atualizado em

O BTG Pactual e o fundo americano Citius co-lideraram a Série D de US$ 85 milhões da colombiana Addi, anunciada nesta quarta (1). É a primeira aposta de growth equity do banco brasileiro fora do Brasil. O fundo soberano de Singapura GIC e a Monashees, que já eram sócios, também acompanharam. A rodada avaliou a Addi em torno de US$ 1 bilhão.

Série D da Addi (jul/2026)

Item Valor
Equity captado US$ 85 milhões
Compromissos de dívida (total) US$ 680 milhões
Co-líderes Citius e BTG Pactual
Investidores existentes GIC (Singapura) e Monashees
Clientes ativos 3 milhões
Comerciantes parceiros Mais de 39 mil

Detalhes da Série D da Addi anunciada em 01/07/2026. Fonte: Merchants Eye.

Por que o BTG saiu do Brasil pela primeira vez

A estratégia de growth equity do BTG já havia investido em Celcoin e Conta Azul, ambas brasileiras. Foi ela também que levou o banco a comprar o HSBC no Uruguai por US$ 175 milhões no mês passado, agora em outra frente. Na Addi, é a primeira vez que o cheque de growth do BTG sai da fronteira, segundo comunicado divulgado pela empresa.

“Eles construíram uma empresa listada de dezenas de bilhões de dólares num país que é quase metade do tamanho da Colômbia”, disse Gabriela Lima, diretora de private capital do BTG, ao Brazil Journal, ao comparar a Addi com a cazaque Kaspi. Além do cheque em equity, Addi e BTG assinaram um plano conjunto de iniciativas estratégicas no mercado colombiano.

A rodada trouxe também um marco inédito para o país: a primeira warehouse facility do J.P. Morgan estruturada para uma fintech colombiana. Com o total de compromissos de dívida em US$ 680 milhões, é a linha que sustenta o balanço da Addi para escalar crédito.

O modelo Addi e a aposta na IA

Dirigida por Santiago Suárez, ex-JPMorgan em Nova York e Londres, a Addi opera crédito no checkout de 39 mil comerciantes na Colômbia e atende 3 milhões de clientes. O modelo se aproxima do que fez o Shopee alcançar R$ 5,8 bilhões em crédito ao repetir a receita do Mercado Pago: crédito embarcado num ecossistema de compras. A empresa afirma ser lucrativa há dois anos e recebeu o status de entidade regulada da Superintendencia Financiera de Colombia.

“Nos últimos sete anos, construímos a principal plataforma financeira e de comércio da Colômbia, criando uma empresa de tecnologia AI-first que atende milhões de colombianos e dezenas de milhares de comerciantes. Embora tenhamos sido lucrativos por dois anos, decidimos levantar essa rodada para acelerar nossa trajetória de crescimento e trazer parceiros de classe mundial para a mesa”, afirmou Santiago Suárez, CEO e cofundador da Addi, no anúncio da rodada (em tradução livre).

O que observar

Vale acompanhar como os bancos brasileiros de investimento posicionam growth equity fora do país agora que uma tese fora do Brasil recebeu cheque de tamanho relevante. A hipótese de fundo é que fintechs de checkout financing em mercados de baixa penetração bancária podem repetir a curva de crescimento vista em ecossistemas de e-commerce mais maduros. O próximo marco é ver se os compromissos de dívida com bancos globais chegam ao tomador final e se o modelo de crédito baseado em modelos proprietários de IA sustenta inadimplência em outros mercados andinos.

Fontes: Merchants EyeBrazil JournalRio Times

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