O Agibank afirma que a originação de crédito consignado voltou aos níveis anteriores à suspensão pelo INSS em dezembro. O banco lucrou R$ 1 bilhão em 2025 (alta de 31,8%), com carteira de crédito de R$ 34,9 bilhões. No quarto trimestre, porém, a originação caiu 27,5% por causa do bloqueio temporário. A ação acumula queda de 23% desde o IPO na NYSE.
Agibank 2025: os números
| Métrica | Valor |
|---|---|
| Lucro anual | R$ 1 bilhão (+31,8%) |
| Receita anual | +46,8% a.a. |
| Carteira de crédito | R$ 34,9 bi (+43,9%) |
| Consignado INSS | ~R$ 25 bi (market share 8,9%) |
| Clientes ativos | 6,7 milhões (+72,9% a.a.) |
| ROE | 35,8% |
Fonte: Brazil Journal / Agibank
A suspensão e a retomada
O INSS suspendeu a concessão de empréstimos consignados do Agibank por dias em dezembro para acerto de contratos problemáticos. O bloqueio se estendeu até meados de janeiro, derrubando a originação do quarto trimestre em 27,5%. O fundador Marciano Testa afirmou que a suspensão teve efeito “apenas temporário” e que o ritmo de originação atual “é o dobro da média de mercado”.
Apesar do tropeço, o banco entregou lucro de R$ 215 milhões no trimestre (+2,1%) e receita 5,6% maior. A carteira de crédito é 86% garantida, com R$ 25 bilhões em consignado INSS e participação de 8,9% do mercado. O consignado privado, que já movimenta R$ 110 bilhões no país, é a próxima aposta. O CFO Marcello Dubeux disse que “a demanda é abundante e não haverá apenas um vencedor”.








