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Akua reúne ex-Mastercard no conselho e mira Brasil em 2026

Fintech de adquirência como serviço fecha conselho com ex-Mastercard e ex-PagBank e entra em fase final de homologação para operar no Brasil.

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Atualizado em

Foto: Divulgação

A Akua, startup de adquirência como serviço que já opera na Colômbia, Guatemala e Uruguai, está em fase final de homologação para entrar no Brasil em 2026 e fechou seu conselho consultivo com a entrada de Gilberto Martins, ex-Mastercard e ex-Ebanx. O colegiado, que inclui Alexandre Magnani, ex-CEO do PagBank, e Edison Raposo, ex-vice-presidente da Mastercard, vai orientar a empresa no ambiente regulatório brasileiro em meio ao endurecimento das exigências do setor de pagamentos.

Conselho consultivo da Akua para o Brasil

Conselheiro Background Frente na Akua
Alexandre Magnani Ex-CEO, PagBank Produto e governança
Edison Raposo Ex-VP, Mastercard Abertura comercial
Gilberto Martins Ex-Mastercard e ex-Ebanx Navegação regulatória

Conselho consultivo para a operação brasileira. Fonte: Valor Econômico

Regulação como janela de entrada

Para Rodrigo Rodrigues, cofundador e COO da Akua, o momento de entrar no Brasil é estratégico justamente por causa da regulação. “Como o mercado de pagamentos é onde a regulação é muito desenvolvida e está em um movimento ainda de endurecimento, é importante ter alguém que ajude a gente a navegar esse cenário regulatório, não só para cumprir, mas também para estar à frente das melhores práticas de segurança do sistema”, afirmou. Entre as exigências em discussão estão a regulamentação de Banking as a Service (BaaS) e novas regras de prevenção a lavagem de dinheiro e fraudes.

O Banco Central publicou as primeiras regras formais sobre BaaS no início do ano, definindo responsabilidades para prestadores de serviço financeiro em modelo de infraestrutura compartilhada. Rodrigues vê o novo ambiente como oportunidade competitiva: “Esses novos requerimentos regulatórios, a gente vê como um momento estratégico para a chegada, porque a nossa plataforma foi pensada de uma forma modular.” A empresa está adaptando a plataforma para funcionalidades específicas do Brasil: parcelado sem juros, Pix, liquidação em D+27 e integração com bandeiras locais.

A Akua foi fundada pelo colombiano Carlos Marín, o uruguaio Juan José Behrend e o brasileiro Rodrigo Rodrigues, todos com passagens pela Mastercard. A empresa levantou US$ 8,5 milhões em rodada seed no fim do ano passado com Flourish Ventures e Cathay Latam para expansão regional. Além do Brasil, planeja entrar na Argentina e no Peru. A startup também aparece entre as 50 com maior potencial de unicórnio na América Latina no relatório “Corrida dos Unicórnios 2026”, elaborado pelo Distrito.

Agentes de IA no lugar de horas de análise

A plataforma da Akua já conta com mais de 20 agentes de inteligência artificial ativos, com foco em chargeback. Os agentes analisam regras das bandeiras, dados de autenticação e documentos enviados nas disputas para recomendar automaticamente se o lojista deve prosseguir com a contestação. “Isso é uma análise que toma horas de um analista, e hoje está sendo feita com um clique”, disse Rodrigues. O tema ganhou tração no Brasil: startups locais também miram o chargeback como vertical de IA.

O que observar

O diferencial declarado da Akua é a arquitetura modular já certificada pelas principais bandeiras internacionais, com velocidade de integração como argumento comercial. A questão operacional no Brasil é outra: parcelado sem juros, liquidação em D+27 e integração com bandeiras locais são complexidades sem paralelo no restante da América Latina. Vale acompanhar se fintechs entrantes com infraestrutura regional conseguem adaptar a plataforma sem perder a agilidade de integração que vendem como diferencial frente a provedores locais de BaaS e adquirência.

No campo regulatório, o posicionamento da Akua é direto: entrar enquanto as regras de BaaS ainda se consolidam, para moldar boas práticas em vez de apenas segui-las. Subadquirentes e prestadores de serviços de pagamento que dependem de infraestrutura terceirizada são os que mais sentem o impacto das novas exigências do BC. A pergunta que fica é se a chegada de uma plataforma com histórico em homologações aceleradas na América Latina cria pressão competitiva real no mercado brasileiro, ou se as particularidades locais demandam um ciclo mais longo do que o previsto.

Fontes: Valor EconômicoFinsiders BrasilLet’s MoneyLet’s MoneyLet’s Money

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