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Alipay+ conecta banco de Hong Kong a QR em 55 países

Hang Seng vira o 1º banco de Hong Kong na rede Alipay+ e liga clientes a 100 milhões de lojas em 55 países. Modelo de QR que já alcança o Brasil.

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Atualizado em

TY Lim / Shutterstock.com

A Alipay+, plataforma de pagamentos da Ant International, adicionou o Hang Seng Bank como seu primeiro parceiro bancário em Hong Kong. Na prática, os clientes do app do banco passam a pagar por QR code em mais de 100 milhões de comerciantes em 55 países. A mesma rede já alcança o Brasil, onde turistas asiáticos pagam via aproximação da Mastercard.

A dimensão da rede Alipay+

Métrica Número
Carteiras e instituições financeiras conectadas mais de 50
Comerciantes acessíveis mais de 100 milhões
Países e regiões 55
Volume outbound cross-border projetado (2032) 3,7 trilhões (quase o dobro de 2024)

Dimensão da rede de pagamentos cross-border da Alipay+. Fonte: Finextra

A virada da Alipay+ para os bancos

Até aqui, a Alipay+ crescia costurando carteiras digitais ao seu gateway. O acordo com o Hang Seng marca um movimento diferente: plugar um banco tradicional direto na rede, sem que a instituição precise construir conexões próprias com comerciantes e esquemas de pagamento em cada mercado. Hoje a plataforma reúne mais de 50 carteiras e instituições financeiras e é aceita em mais de 220 mercados, com integração a esquemas nacionais de QR como o DuitNow, na Malásia, o PromptPay, na Tailândia, e o HUMO, no Uzbequistão.

“A Alipay+ conecta usuários e comerciantes globais para tornar as transações mais fluidas e acessíveis”, disse Venetia Lee, gerente-geral para a Grande China da Ant International, em tradução livre. A aposta se apoia em projeção de demanda: segundo a companhia, o volume de pagamentos cross-border feitos por consumidores da Ásia-Pacífico para fora da região pode chegar a 3,7 trilhões em 2032, quase o dobro do registrado em 2024.

A ponte que já chega ao Brasil

O avanço não é só asiático. Na semana anterior ao acordo com o Hang Seng, a empresa havia conectado carteiras estrangeiras ao QR nacional da Argentina, levando o mesmo modelo para a América Latina. No Brasil, a porta de entrada por enquanto é a aproximação: carteiras da rede pagam em comerciantes habilitados da Mastercard, o que inclui o mercado brasileiro para o turista que chega de fora.

“Os clientes esperam cada vez mais soluções de pagamento sem atrito quando viajam para o exterior”, disse Rannie Lee, head de banco de varejo e wealth do Hang Seng, em tradução livre. O movimento acontece enquanto o próprio Brasil trabalha a saída na direção oposta: o Pix Internacional, que mira a América Latina, e iniciativas privadas que já expandem o Pix para maquininhas no Chile.

O que observar

A disputa que se desenha é sobre quem controla o trilho quando o pagamento cruza a fronteira. De um lado, redes de carteiras globais que se plugam a esquemas nacionais de QR e à malha das bandeiras internacionais para capturar o gasto do turista. De outro, esquemas de pagamento instantâneo domésticos que tentam se internacionalizar sozinhos. Vale acompanhar se os sistemas nacionais vão abrir suas rails para carteiras estrangeiras, replicando o caminho já aberto na Argentina, ou se preferem construir a própria interoperabilidade transfronteiriça. Para o comércio que recebe turista asiático, a pergunta prática é qual trilho oferece menor custo de aceitação e câmbio mais transparente no momento da compra.

Fontes: FinextraCFOtech AsiaLet’s MoneyLet’s Money

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