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Amazon retoma aposta em smartphone com projeto de IA chamado Transformer

Projeto interno “Transformer” integra Alexa+ para compras e serviços digitais. É a segunda tentativa da empresa após o fracasso do Fire Phone em 2014.

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· 2 min

Atualizado em

Foto de Christian Wiediger na Unsplash

A Amazon está desenvolvendo um smartphone com IA integrada, codinome “Transformer”, que sincroniza com a assistente Alexa+ para potencializar compras e serviços digitais. O projeto é conduzido pela unidade interna ZeroOne e marca a segunda tentativa da empresa no segmento, doze anos após o fracasso do Fire Phone, que resultou em prejuízo de US$ 170 milhões e foi descontinuado em um ano.

O que se sabe sobre o Project Transformer

Segundo a Reuters, o Transformer não tenta competir diretamente com iPhone ou Android na lógica de app stores. A proposta é funcionar como um hub de “inteligência ambiente”: em vez de abrir o app do Uber para pedir uma corrida ou o DoorDash para pedir comida, o usuário instrui a Alexa+, que executa a tarefa via IA agêntica. A integração com Prime Video, Amazon Music e o ecossistema de compras da Amazon é central.

O diferencial técnico é a conectividade via satélite do Project Kuiper, a constelação D2D (direct-to-device) da Amazon, que promete sinal em áreas sem cobertura celular. A combinação de IA agêntica no software e conectividade global no hardware é algo que o Fire Phone, limitado a features como 3D dinâmico e reconhecimento visual, nunca teve. A Amazon já havia sinalizado que a Alexa entraria no jogo da IA agente, e o Transformer materializa essa estratégia em hardware.

Fire Phone (2014) vs Transformer (2026)

2014 Fire Phone: app store limitada, 3D gimmick, sem ecossistema

Resultado: US$ 170 mi de prejuízo, descontinuado em 1 ano

2026 Transformer: IA agêntica (Alexa+), sem dependência de app stores

Diferencial: Kuiper D2D (satélite), hub de serviços Amazon

Status: beta previsto para membros Prime no final de 2026

A corrida por smartphones com IA agêntica

O Transformer entra em um campo que está se formando. A Samsung já lançou IA agêntica nos Galaxy S26, e a disputa entre Big Techs pela IA agêntica está redefinindo o setor. A Apple integra IA generativa ao Siri, e o Google embute Gemini nos Pixels. A diferença da Amazon é que seu modelo de negócio não depende da venda do hardware: o objetivo é criar um canal direto para serviços, compras e assinaturas, reduzindo a dependência de Google Play e App Store.

A Reuters ressalva que o projeto ainda pode ser cancelado. A Amazon já enfrentou resistência interna a hardware após o Fire Phone, e o mercado de smartphones é dominado por dois ecossistemas consolidados há mais de uma década.

O que observar

A viabilidade do Transformer depende de dois fatores: se a Alexa+ é capaz de substituir apps com a mesma confiabilidade, e se a conectividade Kuiper D2D estará operacional a tempo. O beta para membros Prime no final de 2026 será o primeiro teste real. Para o ecossistema fintech, vale acompanhar se a Amazon integra pagamentos nativos via IA agêntica, o que criaria um canal de compras que contorna processadores tradicionais e app stores.

Fontes: PYMNTS · 9to5Mac · Android Central

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