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GolpesSegurança · banco do brasil

Android barrou mais de 3 mi de ligações falsas de BB e Itaú

As chamadas financeiras verificadas pedem Android 11 ou superior e o app do banco logado; o Google cita BB, Itaú Unibanco e outros bancos sem nome.

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· 3 min

android itaú bb

Desde junho de 2026, ligações falsificadas em nome do Banco do Brasil e do Itaú Unibanco foram bloqueadas pelo Android mais de 3 milhões de vezes, segundo o Google. O dado está no comunicado de 14/10/2026 sobre as chamadas financeiras verificadas, a checagem que pergunta ao app do banco se a ligação partiu mesmo dele. Para estar coberto, o cliente precisa de um celular com Android 11 ou superior e do app do banco participante instalado e com login feito.

Android · proteções contra golpe por ligação

Da estreia em junho de 2026 a mais de 3 milhões de ligações falsas bloqueadas

Marcos das chamadas financeiras verificadas e da próxima proteção, em 2026

Linha do tempo das proteções do Android contra golpes por ligação em 2026. Em 12/05/2026, o Google apresentou as chamadas financeiras verificadas para aparelhos com Android 11 ou superior. Em junho de 2026, a checagem entrou em operação. Em 14/10/2026, o Google citou Banco do Brasil e Itaú Unibanco como parceiros e informou mais de 3 milhões de ligações falsificadas bloqueadas em nome dos dois bancos. Para o início de dezembro de 2026, está prevista a proteção contra encaminhamento de chamadas no Pixel e em outros aparelhos selecionados.

A etapa tracejada ainda não começou. Fonte: Google (14/10/2026); Google (12/05/2026). Arte: Let’s Money.

Como a checagem das chamadas funciona

Quando toca uma chamada que se diz do banco, o Android consulta na hora o app oficial da instituição. Se o banco não confirma que está ligando, o celular encerra a chamada e mostra um aviso, segundo o Google.

Há também um corte direto: os bancos indicam linhas oficiais que só recebem ligações e nunca procuram o cliente, e chamada que chegue exibindo uma delas cai de imediato. Foi esse bloqueio automático que somou os mais de 3 milhões de casos do BB e do Itaú, pelo relato da empresa.

Quem tem o recurso e quais bancos participam

A proteção foi apresentada num post do Google de 12/05/2026. Ela vale para celulares com Android 11 ou superior, e o cliente não precisa ativar nada no aparelho: basta ter o app de um banco participante instalado e estar logado nele, e a verificação roda em segundo plano. O plano de maio previa começar por Revolut, Itaú e Nubank e ampliar para mais bancos ao longo do ano.

O comunicado de outubro nomeia só o Banco do Brasil e o Itaú Unibanco e menciona outros bancos líderes sem nomeá-los. Fora do país, cita a Revolut. A lista completa de participantes não foi publicada.

O alvo é o golpe da falsa central, em que o criminoso troca o número exibido na tela. Dados da Febraban reproduzidos pelo Google apontam alta de 195,7% nesse tipo de fraude em 12 meses. Para a federação, “a falsificação de identidade bancária por meio da manipulação do número de identificação de chamadas mina diretamente a confiança do cliente na comunicação oficial do banco”.

Outros canais também pesam: site falso e WhatsApp lideram os golpes contestados no Santander.

As outras proteções e quando chegam

Quem compartilha a tela ao vivo passa a ter campos de login e telas de pagamento ocultados também no Chrome e no Android WebView. A função chega em outubro de 2026 aos aparelhos com Android 15 ou superior.

Contra o desvio de ligações, usado para capturar senhas de uso único (OTPs), o sistema barra apps que liguem o encaminhamento escondido e avisa antes que um código MMI digitado no discador tenha efeito. A previsão é o início de dezembro de 2026, no Pixel e em outros aparelhos selecionados.

No Google Mensagens, um modo opcional de proteção aprimorada chega nas próximas semanas. Já os alertas de golpe nas notificações de apps de conversa, hoje no Pixel, devem chegar até o fim de 2026 a celulares de Xiaomi, Motorola, OPPO, OnePlus, HONOR, vivo, iQOO, JOVI, realme, Infinix, itel e TECNO, conforme cada fabricante.

E não só bancos: golpes usam até o nome da Febraban no WhatsApp e em falso crédito.

O que observar

A checagem depende de cada instituição integrar o próprio app ao sistema, o que pode deixar a cobertura desigual entre clientes de bancos grandes, médios e fintechs. Vale acompanhar quantos bancos brasileiros entram e se a lista de participantes vira pública, o que ajudaria o cliente a saber se está coberto.

Outra pergunta é o alcance sobre golpes que não usam número falsificado: a ligação de um número comum, sem disfarce, fica fora da verificação? Os comunicados não tratam disso.

Fontes: Google • Google (maio de 2026) • Let’s Money: Santander: site falso e WhatsApp lideram golpes contestados • Let’s Money: Golpes usam nome da Febraban no WhatsApp e em falso crédito

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