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Visa, Mastercard e Ant miram identidade de agentes de IA

Ant International, Mastercard e Visa começaram a colaborar num framework Know-Your-Agent para identificar e autorizar agentes de IA em pagamentos.

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· 2 min

Atualizado em

Foto de Igor Omilaev na Unsplash

Ant International, Mastercard e Visa começaram a colaborar num framework para identificar e autorizar agentes de inteligência artificial que fazem pagamentos. A proposta é criar o chamado Know-Your-Agent (KYA), uma camada que verifica a identidade do agente e define quem responde por cada transação antes de liberá-la. Por ora, a iniciativa é exploratória.

Cada rede já tem seu protocolo de agentes

Empresa Protocolo próprio
Visa Trusted Agent Protocol
Mastercard Verifiable Intent
Ant International Agentic Mobile Protocol

Protocolos de identificação de agentes já lançados por cada empresa. Fonte: Finextra

Um RG para os agentes que vão pagar

A arquitetura KYA estabelece requisitos e prestação de contas, verifica a identidade dos agentes e busca garantir uma execução segura das transações, segundo a Finextra. Na prática, o framework serve para que redes de cartão, ecossistemas de carteiras digitais, plataformas de agentes e marketplaces reconheçam o mesmo agente de IA entre uma rede e outra, sem que cada uma precise recadastrá-lo do zero. As três empresas já lançaram protocolos próprios para isso: a Visa tem o Trusted Agent Protocol, a Mastercard o Verifiable Intent e a Ant International o Agentic Mobile Protocol. Agora, elas afirmam que vão explorar oportunidades de trabalhar rumo a princípios comuns.

A colaboração vai correr pela BuildFin.ai, plataforma da indústria convocada pela Autoridade Monetária de Singapura (MAS) para desenvolver abordagens comuns de verificação, prestação de contas e gestão de risco de agentes de IA nos ecossistemas de pagamento do país. O pano de fundo é uma projeção de que, até 2030, agentes de IA orquestrem de US$ 3 trilhões a US$ 5 trilhões do comércio global ao consumidor.

“Colaborações como esta podem ajudar a criar mais consistência, melhor prestação de contas e maior confiança no ecossistema de pagamentos, à medida que as transações movidas por IA se tornam mais comuns”, disse Rubail Birwadker, chefe global de produtos de crescimento e parcerias estratégicas da Visa.

O que observar

O ponto a acompanhar é se três redes concorrentes conseguem convergir para um padrão único sem abrir mão dos próprios mecanismos de verificação. Padrões de identidade valem pouco enquanto ficam presos a um ecossistema: quanto mais carteiras digitais, plataformas de agentes e marketplaces adotarem a mesma camada, maior o efeito de rede. Vale observar também o peso do regulador nessa costura, já que a plataforma que hospeda a conversa foi convocada por um banco central.

Se a interoperabilidade sair do estágio exploratório, a pergunta seguinte é sobre responsabilidade: quem arca com o prejuízo quando um agente autônomo erra o item, o valor ou a autorização de uma compra. É esse tipo de definição que separa um protocolo de marketing de uma infraestrutura de pagamento de fato.

Fontes: FinextraBusinessWireLet’s Money

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