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Anthropic libera código de agente de compras para lojas

Anthropic publica código pronto de agente de compras e de agente lojista para o varejo, mas deixa o processamento do pagamento com a própria loja.

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· 4 min

Atualizado em

gguy / Shutterstock.com

A Anthropic publicou nesta quarta-feira (2) um pacote de código pronto para varejistas montarem dois agentes de inteligência artificial (IA) sobre o Claude: um que conversa com o cliente no site da loja e outro que apoia quem cuida de estoque, preço e promoção. O pagamento fica de fora.

O que vem pronto e o que fica com a loja

Item Quem entrega
Implementações de referência do agente de compras e do agente lojista Anthropic
Plugin para o Claude Code Anthropic
Canais de implantação: Claude API, Amazon Bedrock, Microsoft Foundry e Google Cloud Vertex AI Anthropic
Processamento do pagamento Varejista, no checkout próprio ou em provedor de pagamentos agênticos
Aprovação de mudança sugerida pelo agente lojista Uma pessoa do varejista, antes de entrar no ar

Escopo declarado do pacote de agentes de comércio. Fonte: Anthropic

O agente monta o carrinho, mas não fecha a compra

O agente voltado ao consumidor vive dentro do aplicativo ou do site do varejista. Busca no catálogo, monta pedidos com vários itens, guarda preferências, mostra comparações e o carrinho na própria conversa e entrega esse carrinho ao checkout. Também responde onde está o pedido e o que diz a política de reembolso.

O limite é explícito. A Anthropic afirma que o pacote traz os pontos de integração de catálogo, carrinho, checkout e histórico de pedidos, e deixa o pagamento com o varejista, no checkout que ele já opera ou em um provedor de pagamentos agênticos. No repositório oficial, sob licença Apache 2.0, a empresa registra que nada ali faz um pedido, cobra um cartão ou altera um anúncio no ar. À Reuters, disse que os agentes não concluem compras em nome de consumidores nem de lojistas.

O segundo agente é para quem opera a loja: responde sobre desempenho de vendas, acompanha o estoque e avisa quando um item corre risco de acabar antes de uma promoção, sugere preço e campanha a partir do histórico da própria loja e rascunha material de marketing. Quando a sugestão parte do agente, uma pessoa aprova antes de qualquer coisa entrar no ar. Accenture, Mastercard e Visa aparecem como parceiras. “Os lojistas estão nos dizendo que querem mais controle sobre como a IA interage com os clientes deles”, afirmou Jack Forestell, diretor de produto e estratégia da Visa, no anúncio.

A temporada de fim de ano como pano de fundo

Segundo a Reuters, a divulgação ocorre enquanto cresce a demanda por ferramentas de busca conversacional, antes da temporada de compras de fim de ano. Nos Estados Unidos, o tráfego que chega a sites de varejo vindo de plataformas de IA subiu 62% em julho na comparação anual, e essas visitas convertem a uma taxa 60% maior que o tráfego de outras origens, segundo a Adobe Analytics.

Os números que a Anthropic apresenta vêm de varejistas que já rodam agentes de compras com o Claude. “Vimos resultados encorajadores: carrinho cerca de 30% a 35% maior para um parceiro, e clientes [estão] cerca de 60% mais propensos a concluir uma compra”, disse Angela Jiang, head de produto da plataforma Claude, na Anthropic, à Reuters. O custo depende do modelo: o Claude Sonnet 5, indicado para código e agentes, custa US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de saída.

A empresa vem empurrando o Claude para dentro da operação de clientes: em julho, levou o Claude a fintechs no sandbox da FCA, a autoridade de conduta financeira do Reino Unido. A Visa já apresentou sua própria infraestrutura para compras por agentes, e a indiana Juspay começou a levar marcas para dentro do ChatGPT em piloto.

O que observar

Se o esforço de engenharia deixa de ser a barreira, o que separa um agente que vende de outro que irrita o cliente tende a ser o dado que alimenta a conversa. Catálogo desatualizado, preço divergente entre canais e política de troca mal descrita passam a aparecer na resposta. Vale acompanhar se quem adotar esse desenho vai arrumar primeiro a base de produtos.

A outra pergunta é de responsabilidade. Com o pagamento fora do escopo, a camada de disputa, estorno e prevenção a fraude continua com adquirentes, bandeiras e provedores de pagamento agêntico, que precisam decidir como tratar uma transação iniciada em uma conversa. A trava de aprovação humana cobre o que o agente sugere ao lojista, não o que ele sugere ao consumidor. Fica a pergunta de quem responde quando o item entregue não é o que o cliente pediu.

Fontes: AnthropicRepositório oficial no GitHubReutersDigital Commerce 360

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