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IAIA · Anthropic

Anthropic contrata cofundador do Monzo para área de IA

A Anthropic contratou Tom Blomfield, cofundador do Monzo, para o time de compute de IA. Ele tira licença do Y Combinator e engrossa a leva de 2026.

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· 2 min

Atualizado em

A Anthropic, dona do Claude, contratou Tom Blomfield, cofundador do banco digital britânico Monzo, para reforçar sua área de infraestrutura de IA. Blomfield tira licença do fundo Y Combinator e entra como membro da equipe técnica no time de compute, ao lado do cofundador Tom Brown. É mais um nome de peso na leva de contratações da empresa ao longo de 2026.

Quem a Anthropic trouxe em 2026

Nome Origem Foco na Anthropic
Andrej Karpathy ex-OpenAI Pesquisa de pré-treino
John Jumper Nobel, ex-Google DeepMind Pesquisa
Eric Boyd ex-Microsoft Azure Infraestrutura
Tom Blomfield cofundador do Monzo Compute

Contratações de destaque da Anthropic em 2026. Fonte: TheNextWeb

De banco digital a infraestrutura de IA

A trajetória de Blomfield é de produto e finanças, não de infraestrutura. Ele cofundou a GoCardless em 2011 e o Monzo em 2015, banco que comandou como CEO até 2020 e deixou no início de 2021. Hoje o Monzo tem 10 milhões de clientes e prepara uma listagem em Londres avaliada entre £6 bilhões e £7 bilhões. A troca por um time técnico de infraestrutura mostra que, na disputa da IA, compute virou um dos gargalos mais caros de resolver.

“A IA poderosa tem o potencial de melhorar a vida de cada ser humano na Terra e, à medida que entramos nos estágios iniciais da autoaperfeiçoamento recursivo, a disponibilidade de compute se torna uma das questões mais importantes a resolver” (em tradução livre), disse Blomfield ao anunciar a mudança no X. No ano passado, ele já havia previsto que a IA se tornaria muito superior aos engenheiros de software em praticamente todas as frentes da programação.

A migração de talento da fintech para a IA

O movimento não é isolado. Outro ex-Monzo levantou US$ 13 milhões para levar agentes de IA a fintechs, e o setor financeiro tem virado fornecedor de quadros para os laboratórios de IA. Na outra ponta, a mesma tecnologia começa a enxugar as próprias fintechs: o neobanco Starling cortou 130 vagas em meio ao avanço da automação com IA. No Brasil, a Anthropic também já se aproximou do sistema financeiro, quando a Zup, do Itaú, virou parceira da empresa em IA corporativa.

O que observar

A saída de um fundador reconhecido do venture capital para um time técnico de infraestrutura sugere que a próxima fronteira de valor na IA está menos no aplicativo e mais no compute que o sustenta. Vale acompanhar se laboratórios de IA vão continuar drenando fundadores e operadores do setor financeiro, e o que isso significa para neobancos e fintechs de crédito que disputam o mesmo perfil escasso. A tese de que a IA supera engenheiros de software, se confirmada, pressiona diretamente os times de engenharia dessas empresas, que precisariam decidir nos próximos trimestres entre reduzir quadro ou realocar talento para funções que a automação ainda não alcança.

Fontes: FinextraTheNextWebLet’s MoneyLet’s Money

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