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Banco do Brasil e Bradesco ficam no top 5 de ranking ESG

Banco do Brasil fica em 2º e Bradesco em 4º no Anuário Integridade ESG 2026, que aponta o setor bancário como líder em iniciativas ESG, com 12,5%.

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Shutterstock

Banco do Brasil e Bradesco estão entre as cinco empresas mais bem pontuadas do Anuário Integridade ESG 2026, lançado em 2 de setembro de 2026 com dados que reportam a atuação das companhias em 2025. O banco público aparece na vice-liderança e o Bradesco, na quarta posição. A empresa mais bem pontuada do anuário é a Vivo.

O setor bancário e financeiro lidera em visibilidade no levantamento, como o que mais apareceu com iniciativas ambientais, sociais e de governança divulgadas ao longo do período analisado, com 12,5%, seguido pelo setor de energia elétrica, com 12,3%. Estendendo o recorte até o top 10, o Sicoob aparece em 7º e o Itaú Unibanco em 8º. O Santander ocupa a 17ª posição entre as cem empresas listadas.

Instituições financeiras no ranking

Empresa Posição no ranking geral
Vivo (líder geral, fora do setor)
Banco do Brasil
Bradesco
Sicoob
Itaú Unibanco
Santander 17º

Cem empresas listadas, com dados de 2025. Fonte: Anuário Integridade ESG

O que sustentou a nota do Banco do Brasil

Com uma carteira de crédito sustentável de R$ 415,1 bilhões, o Banco do Brasil impulsionou atividades ligadas à agricultura de baixo carbono, às energias renováveis e à conservação ambiental. A atuação também ampliou o financiamento à bioeconomia, incorporou critérios socioambientais à cadeia de valor e fortaleceu a diversidade, a inclusão e a governança climática. Na avaliação por eixos, o banco teve a maior relevância entre as empresas analisadas: aparece em 5º lugar em meio ambiente e em 3º em governança. Em agosto de 2026, o banco também fechou parceria com a BYD para financiar carro elétrico.

“Temos uma extensa agenda de compromissos de longo prazo que contempla um arcabouço de ações em diferentes áreas que trabalhamos diariamente. Buscamos conectar esses elementos, direcionando nosso foco também para iniciativas na área do esporte e da cultura, por exemplo, que visam atrair o público jovem, dentro dessa visão de futuro”, explica Luciano Müller Gil Cardoso, gerente de Sustentabilidade Empresarial do Banco do Brasil.

Bradesco destinou R$ 76,9 bilhões a negócios sustentáveis

O Bradesco destinou R$ 76,9 bilhões em 2025 a negócios sustentáveis e R$ 1,4 bilhão à Fundação Bradesco, que oferece ensino gratuito a 42 mil alunos. O banco aliou o financiamento da economia de baixo carbono à neutralidade de carbono operacional e ao uso exclusivo de energia renovável. A governança também alcançou fornecedores, com avaliações socioambientais e cláusulas anticorrupção.

Segundo o levantamento, a presença recorrente do setor entre os destaques se explica pela combinação entre capacidade de indução e gestão de riscos. “De um lado, os bancos financiam a transição para uma economia de baixo carbono e ampliam a inclusão financeira. De outro, incorporam aos seus modelos de negócio riscos físicos, regulatórios, reputacionais e de transição cada vez mais complexos”, aponta o texto da pesquisa.

Como o ranking foi montado

Para chegar aos resultados, o InsightLab, braço de pesquisa e dados da Insight, partiu de uma base de mais de 2.700 empresas que atuam no Brasil. Destas, 1.360 divulgam práticas efetivamente integradas nos três pilares. Todo o conjunto de ações tornadas públicas, de balanços a relatórios de sustentabilidade, mídia e redes sociais, foi mapeado e qualificado por algoritmos e sistemas de inteligência artificial do InsightLab, com revisão de especialistas do setor.

Os três principais assuntos mapeados para o segmento bancário e financeiro são investimentos em projetos que reforçam os três pilares, financiamento verde e estratégia ESG. Entre as cooperativas, o Sicoob vem levando educação financeira para redes sociais, uma das frentes do pilar social.

O que observar

O ranking interessa a quem acompanha crédito verde e relato de sustentabilidade em instituições financeiras, num momento em que o financiamento da transição vira linha de negócio e não apenas política institucional. Os pontos a acompanhar são a evolução das carteiras sustentáveis divulgadas pelos bancos, o peso do eixo de governança na nota final e a convergência entre o que as instituições relatam e o que os órgãos reguladores passam a exigir.

Fontes: Anuário Integridade ESGLet’s Money: BB fecha parceria com BYD para financiar carro elétricoLet’s Money: Sicoob aposta no TikTok para ampliar educação financeira

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