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PesquisaFintech · Nubank

Apps financeiros no Brasil crescem, mas ninguém domina

Relatório da AppsFlyer com Sensor Tower mostra que nenhum app domina o setor financeiro no Brasil: o líder, o Nubank, tem só 13% dos downloads.

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Shutterstock

Nenhum aplicativo domina o mercado financeiro brasileiro, o maior da América Latina em apps do setor. A categoria de bancos passou de 569 milhões de downloads no país em 2025, mas o líder, o Nubank, capturou apenas 13% das instalações de aplicativos de bancos, e os cinco maiores somados respondem por menos da metade do total. Os dados são do relatório The State of Finance for Marketers, edição LatAm 2026, da AppsFlyer com a Sensor Tower e o Google Ads.

O levantamento analisou uma amostra de 750 aplicativos financeiros na América Latina, cobrindo bancos, fintechs, carteiras digitais, crédito e investimentos em seis países, com dados até o segundo trimestre de 2026. A leitura central é que, num mercado fragmentado, conquistar o download deixou de bastar: a retenção e a fraude divergem tanto entre plataformas que o relatório recomenda tratar Android e iOS como negócios distintos.

O mercado brasileiro em números

Indicador Dado
Downloads de apps de bancos em 2025 mais de 569 milhões
Fatia do Nubank nesses downloads 13%
Retenção no 30º dia (Android) 3,6%, ante 2,3% no México
Queda da fraude em instalações no iOS 70% em um ano
Apps financeiros usados por mês (LatAm) cerca de três por usuário

Amostra de 750 apps na América Latina, dados até o 2º trimestre de 2026. Fonte: AppsFlyer e Sensor Tower

Bancos lideram o volume, mas o topo é diluído

A categoria de bancos ocupa o primeiro lugar no Brasil em downloads, com mais de 569 milhões em 2025, segundo a Sensor Tower. O Nubank gerou quase 46 milhões de downloads na região entre o segundo semestre de 2025 e o primeiro de 2026 e ficou em primeiro no país, mas os 13% que capturou mostram um mercado sem dono. O Mercado Pago lidera os downloads de carteiras digitais e de pagamentos entre pessoas, enquanto o mercado de investimentos aparece fragmentado, com plataformas locais no topo. Em março de 2026, uma pesquisa já apontava que 71% dos brasileiros usam apps bancários, mas poucos controlam gastos por eles.

Crédito puxa o crescimento da categoria

Na América Latina, os serviços financeiros foram a segunda categoria mais baixada em 2025, com mais de 1,3 bilhão de downloads, alta de 8% no ano. O crédito lidera a expansão: apps de parcelamento no modelo “compre agora, pague depois” cresceram quase 58% ante o ano anterior, o consignado subiu 43% e os empréstimos em geral, 24%, segundo a Sensor Tower. As instalações no Android cresceram 55% entre o segundo trimestre de 2025 e o de 2026, mais que o dobro da alta de 26% no iOS.

iOS retém e filtra fraude melhor que o Android

A diferença entre plataformas é o fio do relatório. No Brasil, a fraude em instalações no iOS caiu 70% em um ano, à frente de uma melhora mais modesta no Android, e o país é um dos três, ao lado de Argentina e México, em que o iOS retém mais usuários nos dias 1, 7 e 30. A retenção no 30º dia no Android é de 3,6%, acima dos 2,3% do México, mas ainda baixa em termos absolutos.

“À medida que os usuários acumulam vários aplicativos com base na conveniência, ser a primeira escolha deixa de ser uma posição conquistada e passa a exigir uma disputa constante. Cada produto é um campo de batalha por aquele aspecto específico da vida financeira do usuário”, afirma Ezequiel Vannucchi, Industry Lead Finance LatAm da AppsFlyer.

O que observar

O relatório interessa a quem cuida de aquisição e retenção em banco digital e fintech, num mercado em que o custo de trazer cliente sobe e a fidelidade passa a depender da plataforma de entrada. Os pontos a acompanhar são a distância de retenção entre iOS e Android, que o próprio estudo sugere medir como dois negócios separados, e o avanço das categorias de crédito, que crescem mais rápido que a média e mudam o mix de quem baixa o quê.

Fontes: AppsFlyerSensor TowerLet’s Money: 71% dos brasileiros usam apps bancários, mas poucos controlam gastosLet’s Money: Brasileiros confiam na tecnologia, mas ignoram apps de finanças

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