A Aro, fintech que usa agentes de inteligência artificial para guiar consumidores na jornada de crédito, levantou US$ 2,5 milhões (~R$ 12,5 milhões) em rodada pré-seed liderada por ONEVC e 17Sigma. A captação contou com Norte Ventures, a americana Gilgamesh e Grão VC, e marca a saída da empresa do modo stealth.
Aro em números
| Indicador |
Dado |
| Rodada pré-seed |
US$ 2,5 mi (~R$ 12,5 mi) |
| Usuários desde o MVP (nov/2025) |
+100 mil |
| Crédito originado (recursos próprios) |
+R$ 2 mi |
| Meta de ARR (1º semestre) |
US$ 1 mi |
Fonte: NeoFeed
Agente de IA para classes C e D
Fundada em agosto de 2024 por Pedro Milanez, primeiro funcionário do Nubank e cofundador da proptech Lastro (que levantou Série A de R$ 85 milhões com a Prosus), e por Yuri Mannes, ex-vice-presidente de inovação da BR Media Group, a Aro usa IA e dados comportamentais para mapear a situação financeira do usuário e orientar sobre como acessar crédito em condições adequadas. O foco está nas classes C e D.
“Houve uma explosão de serviços financeiros, mas a camada de atendimento ainda não aconteceu”, disse Milanez ao NeoFeed. “Isso existe no mundo dos investimentos, com private bankers e assessores, mas não em crédito.” A plataforma conta com cinco parceiros de crédito para os quais direciona clientes, acompanhando-os até o fim do empréstimo. A Aro opera também uma linha própria de empréstimo pessoal não colateralizado, com ticket de até R$ 200, usando licença bancária da Celcoin.
Expansão prevê 15 novos parceiros até o fim do ano
Com os recursos da rodada, a Aro planeja contratar, investir em tecnologia e construir um dataset com as principais dores dos consumidores para refinar os modelos de análise. A empresa projeta atingir US$ 1 milhão em ARR até o fim do primeiro semestre e integrar mais 15 parceiros de crédito até dezembro. A linha própria de empréstimo de baixo valor será mantida, mas sem planos de crescimento agressivo de carteira no curto prazo. “Ela é muito mais para a construção de dataset, para entender a dinâmica do comportamento do crédito”, afirmou Milanez. O CEO indicou que pretende buscar nova captação no fim do ano, trazendo fundos estratégicos em crédito.
O que observar
A tese da Aro testa se agentes de IA conseguem funcionar como assessores financeiros para um público que historicamente foi atendido por correspondentes bancários ou por ninguém. Com 100 mil usuários em cinco meses de MVP e ticket médio de R$ 200 na linha própria, a operação ainda é embrionária em volume, mas os investidores parecem apostar na captura de dados comportamentais como ativo estratégico. A expansão de 5 para 20 parceiros de crédito até dezembro será o teste real de se o modelo gera valor suficiente para reter parceiros e sustentar receita recorrente. A dúvida que permanece é se a orientação por IA efetivamente melhora a adimplência do público C/D ou se apenas redistribui o mesmo risco entre mais originadores.
Fontes: NeoFeed • Startups.com.br • Let’s Money