A AstraPay, fintech que Alexandre Oliveira Mota fundou em 2024, entrou em produção em julho de 2026 com uma tecnologia que, nas palavras da própria empresa, traduz o Pix para além do Brasil. No mesmo movimento, a companhia firmou acordo com a UnionPay, bandeira de cartões chinesa, e passou a descrever a solução como uma espécie de Pix internacional.
AstraPay: o que se sabe até agora
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Fundação | 2024, por Alexandre Oliveira Mota |
| Parceria | UnionPay, bandeira de cartões da China |
| Em produção | Desde julho de 2026 |
| Proposta | Ligar o Pix a canais de outros países |
Dados sobre a AstraPay. Fonte: Valor Econômico
O acordo com a UnionPay e a corrida do Pix internacional
Pelo relato do Valor Econômico, a ideia central é fazer o pagamento instantâneo brasileiro conversar com canais fora do país, incluindo os de companhias estrangeiras. É desse encaixe que a AstraPay tira o rótulo comercial que usa para o produto. A empresa não abriu, na nota, dados de volume, número de clientes ou países atendidos, e também não detalhou como a tarifa ou o câmbio da operação chegam ao usuário final.
A UnionPay tem origem chinesa e alcance global no mundo dos cartões. A aproximação entre o esquema do país asiático e o ecossistema brasileiro de pagamentos já tinha antecedentes: em outra frente, Visa e UnionPay firmaram acordo para remessas à China. O fato de o sistema já estar rodando desde julho sinaliza que a conexão com a bandeira saiu do papel, ainda que a escala real permaneça em aberto.
Levar o Pix para fora das fronteiras deixou de ser promessa isolada e virou frente disputada. O Banco Central acompanha as possibilidades de um Pix internacional, enquanto outras empresas do setor já miram a América Latina com pagamento em segundos. A AstraPay entra por um caminho próprio, o de amarrar o arranjo doméstico a bandeiras e canais de fora.








