A B3 adotou a Cursor, da Anysphere, como ferramenta oficial de inteligência artificial para a área de engenharia, depois de um período em que os desenvolvedores já usavam a tecnologia por conta própria. Segundo Luiza Sangalli, superintendente de Inteligência Artificial da bolsa, esse uso espontâneo resultou em uma redução de aproximadamente 35% no tempo de entrega de aplicações. A companhia ampliou o acesso à ferramenta para cerca de 600 colaboradores.
O movimento ganhou velocidade nos últimos meses. Entre maio e julho de 2026, o número de desenvolvedores que usavam a Cursor ativamente passou de 34 para 154, cerca de 4,5 vezes mais, antes mesmo da adoção oficial.
A IA na engenharia da B3
| Indicador | Número |
|---|---|
| Redução no tempo de entrega de aplicações | cerca de 35% |
| Colaboradores com acesso à ferramenta | cerca de 600 |
| Desenvolvedores ativos, maio a julho de 2026 | de 34 para 154 |
| Linhas de código por mês com auxílio de IA | cerca de 1,5 milhão |
Números informados pela companhia. Fonte: B3
De iniciativa isolada a modelo único
A experiência levou a bolsa a transformar uma série de iniciativas isoladas em um modelo único de uso de inteligência artificial no desenvolvimento de software. A preocupação, segundo a companhia, era ampliar os ganhos de produtividade sem abrir mão dos controles de segurança e governança exigidos em uma infraestrutura considerada crítica para o mercado financeiro.
“O que motivou essa decisão foi observar que a inteligência artificial já estava sendo incorporada naturalmente pelos nossos times e gerando resultados concretos”, afirma Sangalli. A partir desses resultados, a companhia estruturou uma estratégia para ampliar o uso da tecnologia com uma ferramenta oficial, homologada pelas áreas de segurança e integrada ao processo de desenvolvimento. Em julho de 2026, a bolsa escolheu um ex-Itaú para liderar tecnologia, dados e IA.








