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B3 escolhe ex-Itaú para liderar tecnologia, dados e IA

A B3 nomeou Eduardo Neves, que deixa o Itaú Chile, como novo VP de tecnologia, para colocar dados e IA no centro da estratégia de crescimento.

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· 2 min

Atualizado em

Piotr Swat / Shutterstock.com

A B3 anunciou nesta quarta-feira (22) o novo vice-presidente de tecnologia da bolsa: Eduardo Neves, que está deixando o Itaú no Chile. A escolha reforça a estratégia da companhia de colocar tecnologia, dados e inteligência artificial no centro do crescimento, num momento em que a bolsa amplia suas frentes tecnológicas.

A trajetória de Eduardo Neves

Período Onde atuou
Antes IBM e Oi/Telemar
Últimos 5 anos Itaú Chile, na agenda de transformação digital
A partir de 2026 B3, como vice-presidente de tecnologia

Trajetória do novo VP de tecnologia da B3. Fonte: Valor Econômico

Trinta anos entre banco e telecom

Segundo nota da B3, o executivo acumula 30 anos de experiência na liderança de “processos de transformação digital, modernização tecnológica e gestão de operações críticas em organizações de grande porte dos setores financeiro e de telecomunicações”. Antes de passar pelo Itaú Chile, que vem reforçando sua estratégia de pagamentos, ele trabalhou na IBM e na Oi/Telemar.

Nos últimos cinco anos, no Itaú Chile, Neves esteve envolvido na agenda de transformação do banco no país e na integração entre tecnologia, operações e negócios. A bolsa afirma que, sob sua liderança, o Itaú “avançou significativamente em iniciativas de digitalização, adoção de metodologias ágeis, inteligência artificial e eficiência operacional”.

Uma cadeira que começa em alguns meses

A chegada não é imediata. Neves ainda precisa cumprir o período de não competição com o Itaú e deve assumir a função daqui a alguns meses. Durante a transição, a área seguirá sob a responsabilidade do diretor interino de tecnologia, Jochen Mielke. A nomeação chega enquanto a B3 leva opções de bitcoin e solana ao mercado regulado, sinal de que a agenda tecnológica da bolsa segue em expansão.

O que observar

Colocar dados e inteligência artificial como vetores de crescimento, e não como função de suporte, é uma aposta que operadores de infraestrutura de mercado vêm fazendo para defender receita e abrir novas linhas de produto. O ponto de atenção é o intervalo: uma liderança que só assume em alguns meses, com a área sob comando interino no meio do caminho, adia a execução de qualquer plano mais ambicioso. Vale acompanhar se a promessa de tecnologia como motor de crescimento se traduz em produto e receita, ou fica no discurso de posicionamento.

Fontes: Valor EconômicoLet’s MoneyLet’s Money

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