Ir para o conteúdo

InvestimentosNotícias · B3

B3: ETFs ganham 223 mil investidores e chegam a 862 mil CPFs

A base de investidores pessoas físicas em ETFs na B3 avançou de 639 mil para 862 mil CPFs em um ano, alta de 34%, aponta boletim da B3 sobre o trimestre.

por

· 4 min

Atualizado em

Os ETFs ganharam 223 mil investidores pessoas físicas em um ano e alcançaram 862 mil CPFs na B3, segundo o boletim “Análise da Evolução dos Investidores na B3”, referente ao segundo trimestre de 2026. O número de pessoas físicas com fundos de índice na carteira passou de 639 mil, em junho de 2025, para 862 mil no encerramento do segundo trimestre deste ano, uma expansão de 34%.

O avanço veio acompanhado de mais dinheiro alocado. No recorte anual, o valor em custódia dos investidores pessoas físicas em ETFs aumentou R$ 8,2 bilhões, passando de R$ 26,9 bilhões para R$ 35,1 bilhões, alta de 62%. Os ETFs (Exchange Traded Funds) são fundos de índice negociados em bolsa que dão ao investidor acesso a classes de ativos como ações, fundos imobiliários, criptomoedas e índices internacionais.

A base de investidores na B3 no 2º trimestre de 2026

Produto Base de investidores
ETFs 862 mil CPFs (+223 mil em um ano)
Renda variável 5,7 milhões de CPFs (+7% no ano)
Renda fixa 107,1 milhões de brasileiros
Tesouro Direto 3,5 milhões de investidores

Dados do boletim “Análise da Evolução dos Investidores na B3”, 2º trimestre de 2026. Fonte: B3

ETFs mantêm ritmo iniciado em 2025

A evolução dá continuidade ao movimento observado ao longo de 2025. Entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, a base de investidores em ETFs havia aumentado 24%, de 581,6 mil para 721,7 mil CPFs, enquanto o valor em custódia cresceu 49%, de R$ 18,1 bilhões para R$ 26,9 bilhões. Somando os dois períodos, a base avançou quase 50% desde o fim de 2024, com a entrada de aproximadamente 280 mil investidores.

A ampliação da oferta de produtos contribuiu para esse movimento. Somente em 2025, 62 novos ETFs foram listados na B3, e o ano terminou com cerca de 180 fundos de índice disponíveis. As alternativas incluem ETFs de renda fixa, criptomoedas, ações brasileiras e internacionais, além de fundos ligados a setores, tendências de mercado e temáticas ESG.

“O ETF tem sido destaque frequente no boletim da evolução dos investidores na B3, o que reforça um ponto de inflexão no conhecimento […] Em apenas seis meses, a base ganhou cerca de 140 mil investidores e o valor em custódia avançou 30%. Isso também demonstra que precisamos continuar suportando o movimento de ampliação da oferta de produtos e soluções para diferentes perfis e objetivos de investimento”, afirma Felipe Paiva, diretor de Relacionamento com Clientes e Pessoa Física da B3.

Renda variável e fundos listados crescem

O avanço dos ETFs ocorreu em um cenário de ampliação da participação das pessoas físicas na renda variável. A base passou de 5,5 milhões de CPFs em dezembro de 2025 para 5,7 milhões no segundo trimestre de 2026, crescimento de 7% na comparação anual, e o valor em custódia passou de R$ 636,2 bilhões para R$ 656,3 bilhões. O número de investidores em ações no mercado à vista avançou 8% no recorte anual, enquanto os fundos listados, como FIIs e Fiagros, tiveram aumento de 15% na base e de 25% no valor em custódia.

Renda fixa e Tesouro Direto seguem em alta

A renda fixa também continuou atraindo novos poupadores e investidores. A base passou de 105,1 milhões de brasileiros, em dezembro de 2025, para 107,1 milhões no segundo trimestre de 2026, inclusão de cerca de 2 milhões de pessoas em seis meses. Na comparação anual, a base cresceu 7% e o valor em custódia avançou 11%, com destaque para CDBs e RDBs. O Tesouro Direto encerrou o período com 3,5 milhões de investidores, ante 3,4 milhões em dezembro de 2025, e o estoque avançou de R$ 202,4 bilhões para R$ 242,6 bilhões, alta de cerca de 20% em seis meses.

O que observar

Os dados interessam a gestoras, corretoras, bancos e emissores de fundos de índice que disputam a base crescente de pessoas físicas, e aos próprios investidores que buscam diversificar carteira. Vale acompanhar se o ritmo de listagem de novos ETFs sustenta a entrada de CPFs vista no último ano, como se comporta o valor em custódia por produto nos próximos boletins trimestrais e se a renda fixa mantém a inclusão de milhões de novos poupadores registrada no primeiro semestre.

Fontes: B3

Compartilhar essa notícia

Let's News

Entenda o dinheiro antes do mercado.

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.

Mais notíciasNotícias
Ver a editoria

Mais artigos de Notícias

Let's News

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.