O balanço do segundo trimestre da B3 trouxe um lucro de R$ 1,69 bi para os acionistas, 28% acima do visto um ano antes. Boa parte desse salto, porém, saiu de itens que não voltam a aparecer. Limpos esses efeitos, o resultado recorrente ficou em R$ 1,4 bi, com alta bem mais modesta, de 8%. Já o faturamento somou R$ 3,08 bi (mais 12% em 12 meses), ainda que tenha cedido 3,8% ante o trimestre anterior.
B3 no 2º trimestre de 2026
| Indicador | Valor | Variação anual |
|---|---|---|
| Lucro atribuído aos acionistas | R$ 1,69 bi | +28% |
| Lucro recorrente | R$ 1,4 bi | +8% |
| Receita total | R$ 3,08 bi | +12% |
Resultado do 2º trimestre de 2026 da B3. Fonte: Valor Econômico
Por que o lucro subiu mais que o resultado recorrente
A folga entre os dois números tem raiz contábil. Perto de R$ 124 milhões entraram por eventos de uma vez só: a saída da participação na Dimensa e créditos atrelados a precatórios. Tirando esses reforços, o crescimento encolhe para os 8% da linha recorrente. E, apesar de maior na base anual, o faturamento perdeu tração diante dos três meses anteriores, quando a bolsa cravou seu recorde de R$ 3,2 bilhões, embalada pela aposta em corte de juros e pela chegada de dinheiro estrangeiro, fôlego que murchou em seguida.
“Tivemos um trimestre um pouco diferente do anterior, mas ainda bastante positivo”, afirmou ao Valor o diretor financeiro da companhia, André Milanez. Ele creditou a resiliência à estratégia de diversificação montada nos últimos anos, pensada para aliviar o peso das linhas mais sensíveis ao humor do mercado. Olhando para frente, o executivo projeta mais balanço nos preços no segundo semestre, com a aproximação das eleições, o que costuma engordar os volumes negociados.








