O impacto potencial dos modelos mais avançados de inteligência artificial sobre o risco cibernético é a preocupação mais imediata do sistema financeiro global, escreveu Andrew Bailey, governador do Banco da Inglaterra, em carta aos ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais do G20. Ele assina o texto como presidente do Conselho de Estabilidade Financeira (FSB).
O que a carta registra para cada frente
| Frente | O que está registrado na carta |
|---|---|
| Autoridades nacionais | Tomar medidas para apoiar a liberação e a implantação seguras de modelos avançados de IA, o que na visão do autor deveria ser prioridade |
| Instituições financeiras, infraestruturas do mercado financeiro e provedores de tecnologia | Precisarão reforçar a gestão de vulnerabilidades e a capacidade de resposta e recuperação, preparar cenários de interrupção simultânea e restaurar sistemas críticos do zero após incidente cibernético relevante |
| FSB | Explorar o uso seguro de modelos de fronteira na defesa cibernética e formas de ampliar a capacidade de resposta e recuperação |
Frentes registradas na carta do presidente do FSB ao G20, de 28 de agosto de 2026. Fonte: FSB
Por que o risco cibernético da IA subiu na carta ao G20
O documento, datado de 28 de agosto e publicado pelo FSB na segunda-feira (31), descreve os modelos de fronteira, expressão usada para os sistemas de IA mais avançados, como tecnologias com autonomia, capacidade de resolver problemas e capacidade de ameaça cada vez mais sofisticadas. Na carta, Bailey afirma que “a IA de fronteira pode ter a capacidade de alterar materialmente a velocidade, a escala e a economia do risco cibernético, o que poderia minar a confiança do mercado em todo o sistema, especialmente por causa de provedores terceirizados de serviços altamente concentrados”.
O texto afirma que instituições financeiras, infraestruturas do mercado financeiro e provedores de tecnologia precisarão reforçar a gestão de vulnerabilidades e a capacidade de resposta e recuperação, e se preparar para cenários de interrupção simultânea em várias empresas ou em dependências tecnológicas compartilhadas. Uma das capacidades citadas é restaurar sistemas e dados críticos do zero, a recuperação a partir do bare metal, depois de um incidente cibernético relevante. A carta diz ainda que o próprio FSB explora o uso seguro desses modelos na defesa cibernética.








