Banco da Amazônia amplia receitas em 15,4% no 1º semestre
Banco da Amazônia teve receita de intermediação financeira de R$ 3,5 bilhões no 1º semestre de 2026, alta de 15,4%, com lucro líquido de R$ 353,1 milhões.
O Banco da Amazônia encerrou o primeiro semestre de 2026 com Receitas da Intermediação Financeira de R$ 3,5 bilhões, crescimento de 15,4% na comparação com o mesmo período de 2025, e carteira de crédito de R$ 67,3 bilhões. O lucro líquido do semestre somou R$ 353,1 milhões, retração de 38,6% na mesma base de comparação, depois de o banco ter lucrado R$ 1,1 bilhão em 2025.
As Outras Receitas Operacionais somaram R$ 1,7 bilhão, alta de 15,2%. O balanço veio acompanhado de novas etapas do Programa de Transformação da instituição, que inclui a implantação de um novo core bancário e do Banco Digital.
O resultado foi impactado principalmente pelo reforço das Perdas Esperadas para Ativos Financeiros, que somaram R$ 1,3 bilhão no período. O movimento decorre da avaliação prudencial dos riscos de crédito em um ambiente de maior pressão sobre a capacidade de pagamento de parte dos clientes e dos critérios de classificação, mensuração e provisionamento estabelecidos pela Resolução 4.966/2021, do Conselho Monetário Nacional.
“Os resultados do semestre refletem uma decisão responsável: preservar a qualidade do balanço em uma fase de maior pressão sobre o crédito. […] A combinação de receitas em crescimento, capital sólido e disciplina na concessão nos dá condições para avançar na melhora gradual da qualidade da carteira e da rentabilidade”, destaca Luiz Lessa, presidente do Banco da Amazônia.
No recorte trimestral, o lucro líquido do segundo trimestre foi de R$ 305,5 milhões, crescimento de 14,1% sobre os R$ 267,7 milhões do mesmo período de 2025 e avanço ante os R$ 47,5 milhões do primeiro trimestre de 2026. As Receitas da Intermediação Financeira do trimestre alcançaram R$ 1,8 bilhão.
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Novo core bancário e Banco Digital
Entre as principais frentes do semestre estão os avanços do novo core bancário e dos sistemas estruturantes, que envolvem plataformas cadastrais, contábeis, de crédito e integrações multicanais. O período registrou entregas em contas, pagamentos, Pix e transferências, além da homologação das primeiras capacidades do Banco Digital. Em maio de 2026, o banco já havia lançado agentes de inteligência artificial na gestão de carteira de clientes.
Na Febraban Tech 2026, realizada em São Paulo entre 24 e 26 de agosto de 2026, Lessa tratou da integração entre fomento, negócios comerciais e digital. “Começamos com a necessidade de ter um core para suportar os nossos negócios comerciais e os negócios de fomento e acabamos construindo um novo negócio dentro do Banco, que é o banco digital. Com essa nova tecnologia, ele vai ser o elo entre os três negócios”, afirmou.
A base de clientes alcançou 1,32 milhão no semestre, alta de 11,9%, e o mobile banking registrou mais de 5,6 milhões de transações, avanço de 12,1%.
Fomento responde por R$ 61,5 bilhões da carteira
A carteira de crédito encerrou junho de 2026 em R$ 67,3 bilhões, crescimento de 7,1% em relação ao mesmo mês de 2025. A carteira de fomento chegou a R$ 61,5 bilhões, avanço de 6%, e a comercial alcançou R$ 5,8 bilhões, expansão de 16%. As contratações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) somaram R$ 1,4 bilhão no semestre, alta de 17,9%, com o número de contratos 69% maior.
As linhas verdes do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) somaram R$ 4,7 bilhões em contratações no período, o equivalente a 68,6% do total contratado com recursos do Fundo e direcionadas a cadeias produtivas sustentáveis na Amazônia Legal. A inadimplência geral encerrou junho de 2026 em 6,01% e o patrimônio líquido, em R$ 7,3 bilhões.
O que observar
O balanço interessa a quem acompanha bancos públicos regionais e crédito de fomento, em que a formação de provisões pesa no resultado tanto quanto a receita. Os pontos a acompanhar no segundo semestre são a trajetória da inadimplência, hoje em 6,01%, o ritmo de contratação das linhas verdes do fundo constitucional e a entrada em operação das capacidades do banco digital ainda em homologação.