O Banco do Brasil abriu a edição 2026 do AcademIA BB com mais de 36 mil inscritos, seu programa interno de capacitação em inteligência artificial. A novidade desta edição é o foco em IA generativa e agêntica, num banco que já opera mais de 12 mil agentes do Copilot e 1.200 modelos de IA em produção.
IA no Banco do Brasil, em números
| Indicador |
Número |
| Inscritos na edição 2026 do AcademIA BB |
+36 mil |
| Agentes do Copilot em operação |
+12 mil |
| Modelos de IA em produção (1º tri 2026) |
+1.200 |
| Soluções catalogadas (1º tri 2026) |
+2.000 |
| 1ª edição (2024): funcionários e cursos |
24 mil / 240 mil |
Números do programa AcademIA BB e da operação de IA do BB. Fonte: TI Inside
Da capacitação à operação na edição 2026
O AcademIA BB nasceu em 2024 com mais de 24 mil funcionários mobilizados, participação feminina superior a 40% e 240 mil cursos de IA e Dados realizados pela UniBB, a universidade corporativa do banco. A edição de 2026 amplia a base de inscritos para mais de 36 mil e desloca o eixo do treinamento para a IA generativa e agêntica, com curadoria de conteúdo das parceiras Microsoft, Google Cloud e IBM.
“Essa frente de capacitação conecta, de forma estruturada, estratégia, tecnologia e pessoas […] que qualificam decisões, ampliam a produtividade e fortalecem o impacto do negócio”, afirmou Marisa Reghini, vice-presidente de negócios digitais e tecnologia do BB. A capacitação roda em paralelo a uma operação que já catalogou mais de 2.000 soluções e 1.200 modelos de IA no primeiro trimestre de 2026, aplicados a atendimento, crédito, risco e eficiência. No atendimento, o banco vinha adotando IA generativa em parceria com a NiCE.
A corrida dos bancos por agentes de IA
O movimento do BB se soma a uma onda de adoção de agentes e copilotos no setor financeiro. O Itaú criou um copiloto de IA para gerentes de produto, e o Tecban relatou que a escala de agentes de IA elevou a produtividade em 35%. Estudos e workshops adaptados do Gartner, citados pelo banco, indicam ganhos da ordem de 30% no tempo dedicado às atividades quando o uso de assistentes e agentes é estruturado.
“à medida que a Inteligência Artificial ganha escala, o papel humano não desaparece, ele evolui”, afirmou Eduardo Campos de Oliveira, vice-presidente da área de soluções da Microsoft Brasil. A leitura é que o profissional passa a atuar como direcionador, curador e orquestrador dos agentes, e não como executor de tarefas que a máquina absorve.
O que observar
O salto de uma frente de capacitação para milhares de agentes em produção desloca a discussão da adoção para a governança. A pergunta que fica é como bancos grandes vão medir o ganho real de produtividade prometido, separando o uso efetivo dos agentes do volume de pessoas treinadas. Vale acompanhar se a escala de modelos em produção vem acompanhada de controles de viés, auditoria e supervisão humana na mesma proporção.
Para instituições financeiras de grande porte, o teste prático aparece nos próximos trimestres: se a curva de soluções catalogadas se traduz em redução mensurável de custo e tempo nas áreas de crédito, risco e atendimento, ou se fica na contagem de iniciativas. Provedores de nuvem e de modelos, por sua vez, disputam o papel de infraestrutura padrão dessa camada agêntica dentro dos bancos.
Fontes: TI Inside • Convergência Digital • IBM Newsroom