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Banco do Brasil fecha contrato de R$ 2,3 bi com Correios

O Banco do Brasil fechou contrato de R$ 2,307 bilhões, por cinco anos, com os Correios para serviços postais em âmbito nacional e internacional.

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· 3 min

Atualizado em

Foto: Reprodução

Os Correios vão concentrar a logística postal do Banco do Brasil pelos próximos cinco anos. Pelo acordo, avaliado em R$ 2,307 bilhões, a estatal fará a entrega de serviços convencionais, especiais e telemáticos, dentro e fora do país. A contratação foi direta, sem disputa de preços: o BB argumenta que o monopólio postal responde por 97,84% do que gasta em postagem.

O contrato BB-Correios em números

Item Detalhe
Valor R$ 2,307 bilhões
Prazo 5 anos (60 meses)
Serviços Postais convencionais, especiais e telemáticos
Alcance Nacional e internacional
Modalidade Contrato de adesão, sem tomada de preços
Parcela sob monopólio 97,84% das despesas de postagem do banco

Termos do contrato entre Banco do Brasil e Correios. Fonte: Valor Econômico

O que o contrato cobre

O acordo tem vigência de 60 meses e cobre a movimentação física do banco de ponta a ponta. O pacote inclui a distribuição de cartões de crédito e débito, talões de cheque, correspondências a clientes, malotes entre agências e notificações oficiais de cobrança e jurídicas, e substitui o contrato firmado em 2018, com os valores corrigidos pela inflação acumulada no período.

Mesmo com a digitalização de serviços, como o validador de comprovantes lançado no portal BB, a instituição ainda depende da malha física para entregar plásticos, documentos e comunicações oficiais. O Banco do Brasil, eleito banco do ano no ranking Celent Model Bank, mantém uma ampla base de clientes e agências espalhada pelo país, o que mantém a distribuição postal relevante para a operação.

A justificativa do banco

Pela versão do banco, a escolha partiu de deliberação interna, dentro das alçadas de aprovação da instituição, sem consulta de preços a fornecedores. O motivo, diz o BB, é que boa parte do que foi contratado só pode ser executada pela estatal, dona da exclusividade postal. Nas regiões mais isoladas, a instituição alega que nenhum concorrente privado alcança a mesma cobertura nacional, e que as tarifas são padronizadas, sem margem para negociar caso a caso.

“Ressalta-se que o contrato é de adesão e aplicado igualmente a todos os clientes, de modo que o Banco do Brasil se submete às mesmas condições, sem tratamento diferenciado”, afirma o banco. A instituição diz ainda ter adotado análise técnica, avaliação jurídica e formalização contratual para garantir a adequação da operação.

O que observar

O contrato mostra o peso que a logística física ainda tem no balanço operacional de um grande banco de varejo. Mesmo com a migração de canais para o digital, a entrega de cartões, documentos e, principalmente, notificações oficiais depende de uma malha com capilaridade nacional que, em boa parte do território, não tem substituto privado. Vale acompanhar se instituições financeiras de grande porte vão buscar reduzir essa dependência com notificações eletrônicas e retirada em canais próprios, ou se a exigência legal de comprovação de entrega em cobranças e avisos jurídicos vai manter o serviço postal como fornecedor obrigatório por mais um ciclo de cinco anos.

Fontes: Valor EconômicoMoney TimesLet’s MoneyLet’s Money

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