Visa e Mastercard entraram em uma iniciativa de compartilhamento de risco do Banco Mundial para expandir pagamentos digitais em mercados emergentes. O braço de setor privado do grupo, a Corporação Financeira Internacional (IFC, na sigla em inglês), vai oferecer até US$ 700 milhões em garantias e projeta um salto de US$ 280 bilhões em pagamentos digitais entre as instituições participantes.
Os números da iniciativa
| Componente | Valor |
|---|---|
| Garantias do IFC | até US$ 700 mi |
| Facility da Mastercard | US$ 500 mi |
| Risco compartilhado (Visa) | ~US$ 200 mi em 5 anos |
| Aumento estimado em pagamentos | ~US$ 280 bi |
| Novos usuários estimados | 90 mi (39 mi mulheres) |
Compromissos e estimativas do IFC. Fonte: Finextra
Como o Banco Mundial quer destravar cartões
O desenho ataca um gargalo específico: bancos e fintechs em vários desses mercados esbarram em exigências financeiras que limitam a participação nos ecossistemas globais de pagamento, o que deixa milhões de pessoas e comerciantes locais dependentes do dinheiro em espécie. Para reduzir esse atrito, o IFC assume parte do risco de liquidação de crédito das instituições que aderem, cobrindo uma fração das operações.
A Mastercard entra com uma linha de exposição de liquidação global de US$ 500 milhões, voltada a firmas de emergentes que operam em sua rede. No caso da Visa, o IFC deve bancar cerca de US$ 200 milhões em risco compartilhado ao longo de cinco anos. A prioridade inicial recai sobre 14 países latino-americanos e caribenhos, com cerca de 50 instituições de rating abaixo do grau de investimento no radar. As duas bandeiras vinham estreitando frentes conjuntas: em outubro, Visa e Mastercard criaram uma aliança de pagamento por agentes de IA ao lado de outras 24 empresas.







