O Banco Palmas, primeiro banco comunitário do Brasil, alcançou 20 mil contas digitais e mais de 3 mil comércios credenciados com sua moeda social no Conjunto Palmeiras, periferia de Fortaleza com IDH de 0,12. A plataforma E-dinheiro, criada pela própria instituição, funciona como um “Pix interno” que movimentou quase R$ 1 milhão na economia local em 2025.
Ecossistema financeiro do Banco Palmas
| Pilar | Como funciona | Números |
|---|---|---|
| Microcrédito | Empréstimos para produção, moradia (até R$ 20 mil) e consumo local | Operando desde 1998 |
| Moeda social (Palmas) | Paridade 1:1 com real, app E-dinheiro, taxa de 2% para comerciante | 20 mil contas, 3 mil comércios |
| Palmas Solar | Usina solar solidária, sem investimento inicial do morador | Redução de até 70% na conta de energia |
Fonte: g1 CE
28 anos de circuito econômico local
Fundado em janeiro de 1998 pela Associação dos Moradores do Conjunto Palmeiras, o Banco Palmas nasceu para resolver um problema específico: moradores vendiam suas casas para cobrir emergências e deixavam o bairro. “Eles eram pobres economicamente e quando precisavam de dinheiro para, por exemplo, fazer uma cirurgia, vendiam seus barracos e iam embora”, disse Joaquim Melo, diretor do Banco Palmas, ao g1.
O modelo se sustenta em um circuito fechado: crédito para produzir, moeda social para consumir dentro do bairro e taxa de 2% que alimenta um fundo de crédito para novos empreendedores. A taxa é inferior à cobrada por operadoras de cartão tradicionais. A moeda Palmas, com paridade 1:1 com o real, pode ser convertida a qualquer momento pelo app. “Hoje no Brasil somos 182 bancos comunitários. Inspiramos muita gente, inclusive prefeituras”, afirmou Melo. A plataforma E-dinheiro, desenvolvida internamente e adequada ao marco regulatório do Banco Central desde 2015, oferece conta corrente, pagamento de boletos, recebimento de salário e transferências.








