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Itaú mantém recorde; bancões caem pela 1ª vez em 2 anos

Bradesco (-22,3%) e Santander (-7,4%) puxam queda de 5,8% do lucro conjunto no 1T26; Itaú e BTG concentram 65% dos R$ 25,3 bi do setor.

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O lucro combinado dos quatro maiores bancos privados brasileiros somou R$ 25,3 bilhões no primeiro trimestre de 2026, a primeira retração em mais de dois anos e queda de 5,8% ante o trimestre anterior após oito períodos consecutivos de alta, segundo levantamento da Elos Ayta. Itaú e BTG concentraram 65,3% do resultado consolidado, enquanto Bradesco e Santander registraram as maiores quedas do grupo.

Lucro dos maiores bancos: 1T26 vs. 4T25

Banco Lucro 1T26 Var. vs. 4T25
Itaú Unibanco R$ 11,938 bi estável
BTG Pactual R$ 4,570 bi +4,1%
Bradesco R$ 5,030 bi -22,3%
Santander Brasil R$ 3,725 bi -7,4%
4 bancos privados R$ 25,3 bi -5,8%
Banco do Brasil R$ 3,090 bi -37,9%
5 bancos B3 R$ 28,353 bi -10,8%

Lucro líquido por BR GAAP/COSIF, sem ajustes gerenciais. Fonte: InfoMoney

Itaú mantém recorde e BTG avança; concentração sobe para 65%

O Itaú Unibanco encerrou o 1T26 com lucro de R$ 11,938 bilhões, repetindo exatamente o resultado do trimestre anterior e sustentando o maior lucro trimestral já registrado por uma instituição financeira listada na B3. No acumulado de 2025, o Itaú havia registrado R$ 46,8 bilhões de lucro, reforçando a consistência dos resultados. O BTG Pactual foi o único entre os quatro a crescer na comparação trimestral: o lucro avançou 4,1%, de R$ 4,391 bilhões para R$ 4,570 bilhões. Juntos, Itaú e BTG responderam por 65,3% do resultado consolidado dos quatro maiores bancos privados.

Bradesco recua 22,3% e Santander cai 7,4%

O Bradesco registrou a maior queda do grupo: o lucro recuou de R$ 6,476 bilhões no 4T25 para R$ 5,030 bilhões no 1T26, retração de 22,3%. O Santander Brasil também encolheu, de R$ 4,023 bilhões para R$ 3,725 bilhões, queda de 7,4%. Já no 4T25, os balanços dos grandes bancos apresentavam cenários distintos entre si, antecipando a divergência que se aprofundou no trimestre seguinte. A retração de 5,8% no consolidado dos quatro é a maior desde o 4T23, quando o lucro conjunto havia caído 9,78%.

Banco do Brasil amplia queda do conjunto para 10,8%

Ao incluir o Banco do Brasil na amostra, o lucro consolidado dos cinco maiores bancos listados na B3 caiu 10,8%, para R$ 28,353 bilhões, ante os R$ 31,800 bilhões do 4T25. O BB lucrou R$ 3,090 bilhões no período, recuo de 37,9% em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o 1T25, a queda do banco chega a 54,4%. A Elos Ayta explica que “o levantamento considera os resultados apurados pelas regras contábeis brasileiras (BR GAAP/COSIF), sem ajustes gerenciais ou exclusão de efeitos extraordinários”.

O que observar

A primeira queda trimestral após oito períodos consecutivos de alta não significa necessariamente inversão de tendência. O 4T25 costuma concentrar efeitos sazonais que elevam os resultados, tornando o recuo no 1T26 em parte mecânico. O dado mais relevante não é o agregado, mas a divergência dentro do grupo: enquanto dois bancos sustentaram ou expandiram o resultado, dois encolheram. Quando a concentração de lucros em dois players ultrapassa 65% do total do setor privado, a dinâmica competitiva do sistema passa a depender cada vez menos da média e cada vez mais dos extremos.

A maior queda entre os privados veio de um banco que está publicamente em fase de reestruturação de portfólio e eficiência operacional. Se o 1T26 representa um piso ou apenas mais uma etapa da compressão será visível nos resultados do 2T26. No banco de controle federal, a comparação com o 1T25 revela uma queda de 54,4%, magnitude que extrapola variação sazonal e exige análise de fatores estruturais de pressão sobre rentabilidade.

Fontes: Money ReportInfoMoneyLet’s MoneyLet’s Money

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