A Associação Brasileira de Bancos (ABBC) e a Zetta contrataram a AtlasIntel para realizar uma pesquisa sobre a antecipação do FGTS. O objetivo é pressionar o governo federal a rever as restrições impostas pelo Conselho Curador do FGTS, que entraram em vigor em novembro de 2025 e derrubaram a originação em mais de 80%. A Zetta representa fintechs como Nubank e Mercado Pago.
O levantamento mostra que 90% dos usuários da modalidade são contrários ao fim da antecipação. Além disso, 70% dos que conhecem o produto consideram prejudiciais as medidas implementadas pelo governo.
Mudanças inviabilizaram o mercado
Antes das alterações, o mercado originava quase R$ 3 bilhões por mês. Em novembro de 2025, esse volume caiu para R$ 600 milhões. A projeção é que em dezembro de 2026 recue para R$ 210 milhões, uma queda de 93%.
Alex Gonçalves, diretor de crédito consignado da ABBC, alerta que as mudanças inviabilizaram a linha. “Tínhamos quase R$ 36 bilhões de crédito originado por ano que vai para zero”, afirma. Ele destaca que o impacto negativo supera até mesmo o efeito positivo da isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, estimado em R$ 32 bilhões.








