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Bancos de Singapura estreiam depósito tokenizado no Swift

DBS, OCBC e UOB completaram as primeiras transações interbancárias em dólar de Singapura com depósitos tokenizados no ledger baseado em blockchain do Swift.

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· 2 min

Atualizado em

Foto: Repr

Os três maiores bancos de Singapura completaram as primeiras transações domésticas ao vivo em dólar de Singapura (SGD) usando depósitos tokenizados no ledger baseado em blockchain do Swift. DBS, OCBC e UOB executaram, entre si, transações interbancárias liquidadas sobre o livro-razão compartilhado da rede de pagamentos, no que os bancos descrevem como a primeira operação do tipo com moeda local no país.

O ledger do Swift, passo a passo

Marco Quando
Lançamento do livro-razão compartilhado baseado em blockchain Set. 2025
Conclusão da fase de design Mar. 2026
Primeiras transações interbancárias em dólar de Singapura (DBS, OCBC, UOB) Agora

Datas conforme reportado pela Finextra. Fonte: Finextra

O que os bancos executaram

Segundo a Finextra, é a primeira vez que os três bancos realizam transações interbancárias ao vivo com depósitos tokenizados, versões digitais de depósitos bancários comuns que circulam sobre uma infraestrutura de registro distribuído. A operação em dólar de Singapura ilumina como a tecnologia de ledger compartilhado poderia sustentar pagamentos entre bancos fora das janelas de processamento tradicionais, aproximando a liquidação de um funcionamento contínuo.

Para o DBS, a promessa está em desatrelar o pagamento do horário bancário. “Numa economia digital, os negócios dos nossos clientes funcionam o tempo todo, e o dinheiro deles também deveria. Nossos pilotos provam que, com depósitos tokenizados, os clientes podem transacionar pagamentos em dólar americano e em dólar de Singapura a qualquer hora, qualquer dia, inclusive no fim de semana”, afirma Rachel Chew, diretora de operações (COO) e cochefe de ativos digitais em global transaction services do banco.

Onde isso entra no ledger do Swift

O livro-razão compartilhado do Swift habilita pagamentos interbancários combinando blockchain e depósitos tokenizados. A rede de pagamentos lançou o ambiente em setembro de 2025 e concluiu a fase de design em março de 2026, conforme a Finextra. Desde então, diferentes instituições vêm submetendo o sistema a testes: BNP Paribas e HSBC foram exemplo recente, ao completar os primeiros pagamentos de tesouraria corporativa sobre o mesmo trilho.

Do lado do OCBC, o argumento é de complementaridade com a estrutura vigente. “A iniciativa oferece percepções valiosas sobre como a tecnologia de ledger compartilhado pode destravar novas capacidades de pagamento para as empresas, mantendo a confiança e a resiliência do sistema financeiro de hoje”, diz Carmen Chan, vice-chefe de global transaction banking do banco.

O que observar

A pergunta em aberto é se pilotos entre poucos bancos se convertem em uso corrente para clientes corporativos, e em que prazo. Cada nova transação ao vivo testa se o registro compartilhado aguenta pagamentos contínuos sem abrir mão da liquidação final nos sistemas existentes. Vale acompanhar se outras praças, dentro e fora da Ásia, aderem ao mesmo trilho, se o modelo de depósito tokenizado avança sobre casos de tesouraria e comércio, e como reguladores enquadram a circulação de dinheiro bancário em formato digital. A convergência para padrões comuns entre ecossistemas seria o sinal de que a tecnologia deixou a fase de prova de conceito.

Fontes: FinextraLet’s MoneyLet’s Money

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