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Bancos tradicionais investem em IA para reconquistar clientes

Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Santander modernizam infraestrutura e apostam em inteligência artificial para competir com fintechs

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· 2 min

Atualizado em

Foto de Igor Omilaev na Unsplash

Os bancos tradicionais investem em tecnologia de forma silenciosa há anos para responder ao avanço das fintechs. Enquanto empresas como Nubank e Inter ganhavam clientes com interfaces modernas e menos burocracia, gigantes como Bradesco, Itaú Unibanco, Banco do Brasil e Santander Brasil reconstruíam sua infraestrutura tecnológica. A transformação incluiu migração para nuvem, implementação de inteligência artificial em escala e substituição de sistemas legados.

Executivos do setor afirmam que a competição agora vai além de ter o aplicativo mais bonito. O objetivo é conquistar a principalidade, ou seja, tornar-se o banco onde o cliente concentra sua vida financeira. Nesse campo, os grandes bancos acreditam estar preparados para uma nova fase da disputa.

Bradesco rejeita narrativa de atraso tecnológico

O Bradesco contesta a ideia de que ficou para trás na corrida digital. Segundo a diretora de tecnologia Cíntia Scovine Barcelos, o banco participou ativamente da transformação nos últimos anos. Hoje, 99% das transações da instituição acontecem no ambiente digital. A assistente virtual BIA, lançada em 2017, tornou-se um dos principais canais de interação com clientes.

Para Rafael Cavalcanti, diretor de inteligência de dados do banco, o surgimento da inteligência artificial generativa funcionou como um ponto de inflexão. Porém, segundo ele, o desafio foi manter o diferencial competitivo após essa virada. Conforme reportagem do Seu Dinheiro, o banco adotou estratégia de priorizar nuvem para novas aplicações, sem abandonar completamente os mainframes tradicionais.

IA aparece em produtos práticos

A inteligência artificial começou a aparecer em produtos visíveis para o cliente no Bradesco. O projeto Renda BRA, criado após a aquisição da startup Kunumi, utiliza IA para estimar renda e capacidade de endividamento com maior precisão. Isso permite calibrar concessões de crédito de forma mais assertiva.

No varejo, o banco aposta no Pix Inteligente, que permite transferências via WhatsApp em linguagem natural. O usuário pode simplesmente dizer uma frase como enviar dinheiro para um contato, e a IA identifica o destinatário, confirma valores e executa a transação sem necessidade de navegar por menus. A estratégia do banco é tornar a experiência cada vez mais invisível e integrada ao dia a dia do cliente.

Para mais informações sobre transformação digital no setor bancário, confira as matérias sobre tecnologia financeira no Let’s Money.

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