Os bancos tradicionais investem em tecnologia de forma silenciosa há anos para responder ao avanço das fintechs. Enquanto empresas como Nubank e Inter ganhavam clientes com interfaces modernas e menos burocracia, gigantes como Bradesco, Itaú Unibanco, Banco do Brasil e Santander Brasil reconstruíam sua infraestrutura tecnológica. A transformação incluiu migração para nuvem, implementação de inteligência artificial em escala e substituição de sistemas legados.
Executivos do setor afirmam que a competição agora vai além de ter o aplicativo mais bonito. O objetivo é conquistar a principalidade, ou seja, tornar-se o banco onde o cliente concentra sua vida financeira. Nesse campo, os grandes bancos acreditam estar preparados para uma nova fase da disputa.
Bradesco rejeita narrativa de atraso tecnológico
O Bradesco contesta a ideia de que ficou para trás na corrida digital. Segundo a diretora de tecnologia Cíntia Scovine Barcelos, o banco participou ativamente da transformação nos últimos anos. Hoje, 99% das transações da instituição acontecem no ambiente digital. A assistente virtual BIA, lançada em 2017, tornou-se um dos principais canais de interação com clientes.
Para Rafael Cavalcanti, diretor de inteligência de dados do banco, o surgimento da inteligência artificial generativa funcionou como um ponto de inflexão. Porém, segundo ele, o desafio foi manter o diferencial competitivo após essa virada. Conforme reportagem do Seu Dinheiro, o banco adotou estratégia de priorizar nuvem para novas aplicações, sem abandonar completamente os mainframes tradicionais.








