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SegurançaInternacional · Bank of America

Bank of America paga US$ 72,5 mi para encerrar caso Epstein

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· 3 min

Atualizado em

Foto: Shutterstock

O Bank of America pagará US$ 72,5 milhões para encerrar uma ação coletiva movida por vítimas de Jeffrey Epstein, segundo documentos judiciais. O banco não admitiu irregularidades. É o quarto acordo bancário ligado à rede de tráfico sexual do financista, que soma mais de US$ 500 milhões com JPMorgan e Deutsche Bank.

ACORDOS BANCÁRIOS | CASO EPSTEIN

Banco Valor Ano Contraparte
JPMorgan US$ 290 mi 2023 Vítimas
Deutsche Bank US$ 75 mi 2023 Vítimas
JPMorgan US$ 75 mi 2023 Ilhas Virgens (EUA)
Bank of America US$ 72,5 mi 2026 Vítimas (classe)

Total acumulado: US$ 512,5 milhões | Fontes: Banking Dive, NPR

O que o BofA deixou passar

A ação, movida em outubro de 2025 por uma mulher sob o pseudônimo Jane Doe, acusou o segundo maior banco dos EUA de ignorar transações suspeitas ligadas a Epstein. Entre as alegações, o ex-CEO da Apollo Global Management, Leon Black, teria transferido cerca de US$ 170 milhões para Epstein sem razão comercial conhecida. Uma conta foi aberta em nome de Jane Doe em 2013, que recebeu tratamento de “preferred customer” e serviços premium apesar de não possuir renda ou patrimônio.

Em janeiro, o juiz Jed Rakoff rejeitou todas as acusações contra o BNY, mas manteve duas das seis contra o Bank of America, incluindo obstrução à aplicação de leis antitráfico. Na opinião subsequente, Rakoff escreveu que as alegações de “reckless disregard” do BofA sobre informações de tráfico sexual de Epstein eram plausíveis, e que o banco “turned a blind eye” ao “utterly failing to engage in due diligence.”

O padrão dos acordos bancários

O BofA é o terceiro banco global a fechar acordo com vítimas de Epstein. Em 2023, o JPMorgan pagou US$ 290 milhões às vítimas e US$ 75 milhões às Ilhas Virgens Americanas. O Deutsche Bank acertou US$ 75 milhões no mesmo ano. Nenhum dos bancos admitiu irregularidades. Os escritórios Boies Schiller Flexner e Edwards Henderson representaram vítimas nos três casos e podem reivindicar até 30% do valor do acordo com o BofA em honorários.

“While we stand by our prior statements made in the filings in this case, including that Bank of America did not facilitate sex trafficking crimes, this resolution allows us to put this matter behind us”, disse um porta-voz do banco. O acordo, em princípio desde 11 de março, será analisado pelo juiz Rakoff em audiência marcada para esta semana.

O que observar

Os mais de US$ 500 milhões acumulados em acordos revelam um padrão: grandes bancos preferem pagar a arriscar um julgamento que exponha falhas internas de due diligence. A questão para o setor é se esses acordos geram pressão regulatória concreta, como requisitos reforçados de monitoramento para contas de pessoas politicamente expostas e indivíduos de alto patrimônio, ou se permanecem como custo reputacional absorvido. A mesma equipe jurídica que conduziu os três casos anteriores está apelando a rejeição de acusações similares contra outro banco, o que pode reabrir uma frente adicional no setor.

Fontes: Banking DiveNPRCNBCLet’s Money

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