O Bank of America pagará US$ 72,5 milhões para encerrar uma ação coletiva movida por vítimas de Jeffrey Epstein, segundo documentos judiciais. O banco não admitiu irregularidades. É o quarto acordo bancário ligado à rede de tráfico sexual do financista, que soma mais de US$ 500 milhões com JPMorgan e Deutsche Bank.
ACORDOS BANCÁRIOS | CASO EPSTEIN
| Banco | Valor | Ano | Contraparte |
|---|---|---|---|
| JPMorgan | US$ 290 mi | 2023 | Vítimas |
| Deutsche Bank | US$ 75 mi | 2023 | Vítimas |
| JPMorgan | US$ 75 mi | 2023 | Ilhas Virgens (EUA) |
| Bank of America | US$ 72,5 mi | 2026 | Vítimas (classe) |
Total acumulado: US$ 512,5 milhões | Fontes: Banking Dive, NPR
O que o BofA deixou passar
A ação, movida em outubro de 2025 por uma mulher sob o pseudônimo Jane Doe, acusou o segundo maior banco dos EUA de ignorar transações suspeitas ligadas a Epstein. Entre as alegações, o ex-CEO da Apollo Global Management, Leon Black, teria transferido cerca de US$ 170 milhões para Epstein sem razão comercial conhecida. Uma conta foi aberta em nome de Jane Doe em 2013, que recebeu tratamento de “preferred customer” e serviços premium apesar de não possuir renda ou patrimônio.
Em janeiro, o juiz Jed Rakoff rejeitou todas as acusações contra o BNY, mas manteve duas das seis contra o Bank of America, incluindo obstrução à aplicação de leis antitráfico. Na opinião subsequente, Rakoff escreveu que as alegações de “reckless disregard” do BofA sobre informações de tráfico sexual de Epstein eram plausíveis, e que o banco “turned a blind eye” ao “utterly failing to engage in due diligence.”








