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IAIA · Bank of America

Bank of America põe IA para guiar atendente em 3 segundos

Bank of America integrou IA generativa ao EricaAssist, o copiloto de 18 mil atendentes, que entrega orientação em menos de 3 segundos e corta 1 min por ligação.

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· 3 min

Atualizado em

Jonathan Weiss / Shutterstock.com

O Bank of America integrou inteligência artificial generativa ao EricaAssist, o assistente interno que apoia seus atendentes durante as ligações com clientes. Com a mudança, anunciada em 21 de julho, a ferramenta passa a entregar orientação contextual em menos de 3 segundos, ajudando o funcionário a resolver a demanda sem interromper a conversa.

O EricaAssist em números

Indicador Valor
Atendentes que usam o EricaAssist Mais de 18 mil
Tempo para entregar orientação Menos de 3 segundos
Redução média por ligação Cerca de 1 minuto

Métricas do EricaAssist após a integração de IA generativa. Fonte: Bank of America

Do chatbot do cliente ao copiloto do funcionário

Mais de 18 mil atendentes já usam o EricaAssist como agente de IA assistido por humano. Com a camada generativa, o sistema resume por que o cliente está ligando, reúne as informações relevantes e recomenda os próximos passos com base no papel do funcionário e no relacionamento do cliente com o banco. O resultado prático é um corte de quase 1 minuto no tempo médio de cada ligação.

O movimento estende para dentro do banco a lógica do Erica, o assistente voltado ao consumidor, que soma 3 bilhões de interações desde o lançamento em 2018 e cerca de 58 milhões por mês. “Combinando o julgamento humano com a orientação de IA em tempo real, ajudamos os funcionários a navegar por temas complexos com mais facilidade e a atender clientes de forma mais eficaz nos momentos que mais importam” (em tradução livre), disse Ashley Ross, chefe de Experiência do Cliente e Transformação de Negócios do banco.

IA que apoia, não substitui

O banco enquadra a ferramenta como uma tecnologia de apoio, não de substituição do atendente, que segue responsável pela orientação final dada ao cliente. A aposta se conecta a uma estratégia de tecnologia de peso: a instituição, que acumula 1.600 patentes de IA e investe US$ 13,5 bilhões em tecnologia, também nomeou recentemente executivos para comandar cripto e IA.

“Essa tecnologia ajuda nossos times a entregar insights relevantes em segundos, operando com governança, transparência e responsabilidade” (em tradução livre), afirmou Tom Ellis, diretor de Tecnologia e chefe de Tecnologia de Consumo. A ênfase em governança sinaliza o cuidado do banco em manter o funcionário no centro da decisão.

O que observar

A migração da IA generativa do atendimento ao cliente para o copiloto interno do funcionário muda onde está o retorno. No consumidor, o ganho é de escala e disponibilidade; no atendente, é operacional e mensurável: tempo de ligação, resolução no primeiro contato, menos escalonamento para especialistas. Vale acompanhar se a economia de tempo por interação, quando multiplicada por milhares de funcionários, é convertida em capacidade extra de atendimento ou em redução de estrutura.

A pergunta que fica é sobre o limite da automação. Quando o copiloto recomenda o próximo passo, a responsabilidade formal continua no funcionário, mas a fronteira entre sugestão e decisão tende a ficar tênue com o tempo. O teste será se os controles de governança e auditoria acompanham a velocidade com que bancos de grande porte espalham esses assistentes por áreas cada vez mais sensíveis da operação.

Fontes: FF NewsBank of AmericaPYMNTS

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